quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DILMA: MUITA RETÓRICA E POUCA AÇÃO NO COMBATE À VIOLÊNCIA


“Insegurança pública”, análise do ITV

Análise do Instituto Teotônio Vilela
O governo federal parece muito preocupado com a segurança pública no país. Mas se satisfaz em aplacar suas aflições com simples retórica. A atenção no combate ao crime não tem se traduzido em prioridade orçamentária: os investimentos no setor despencaram no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou ontem seu anuário, relativo ao exercício de 2011. Na comparação com 2010, a queda dos gastos do governo federal com segurança pública foi de 21,26%. Os investimentos da União no setor caíram de R$ 7,3 bilhões para R$ 5,7 bilhões.
São, portanto, R$ 1,6 bilhão a menos, que fazem toda a diferença num país em que a taxa de homicídios está estacionada em torno de 23 por 100 mil habitantes – a despeito da promessa de reduzir o índice à metade, feita, e obviamente não cumprida, pelo governo Lula quando lançou o malfadado Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).
Mais grave é que o maior corte ocorreu na área de informação e inteligência: foram 58% a menos em 2011, nos mais baixos desembolsos do governo federal para esta finalidade desde 2006. Cabe notar que, dos R$ 5,7 bilhões gastos com segurança pública, somente 0,6% são destinados a esta área, justamente onde estão as melhores armas para se combater o crime, segundo é consenso entre especialistas.
Os números oficiais desmentem a suposta boa vontade da gestão petista em participar do esforço das unidades da Federação para derrotar a criminalidade. Além da União, somente seis estados reduziram suas despesas com segurança no ano passado: só o Rio Grande do Sul, governado pelo também petista Tarso Genro, foi mais avaro, cortando as despesas em mais de 28% entre 2010 e 2011.
A explicação do Ministério da Justiça para o corte faz corar de tão absurda. Segundo a diretora do Departamento de Pesquisas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Isabel Seixas de Figueiredo, é comum os orçamentos serem “repensados” “nos primeiros anos de governo”, conforme afirmou a’O Estado de S.Paulo. Até serviria como justificativa se o PT não estivesse por lá há dez anos…
“Desde a criação do plano nacional de segurança pública, no governo Fernando Henrique Cardoso, houve um consenso de que os governos estaduais não têm condições sozinhos de implementar sua política de segurança. Se a União reduz esse investimento na área, certamente há um impacto negativo”, contrapõe o pesquisador Vasco Furtado à Folha de S.Paulo.
Enquanto alguns estados chegam a comprometer mais de 10% de suas despesas com segurança pública, a União gasta apenas 0,4%, percentual que vem caindo desde 2009. Mais: o gasto per capita do governo federal é de R$ 29,86, para uma média nacional de R$ 267,95, enquanto estados como Minas Gerais chegam a investir R$ 335,27.
O gasto em segurança no Brasil é de má qualidade. Em percentual do PIB, aplicamos mais ou menos o mesmo que Alemanha e Argentina (1,3%), mas obtemos resultados muito piores em termos de redução da criminalidade. Enquanto aqui a taxa de homicídios é de quase 23 por 100 mil habitantes, no país europeu não chega a 1 e no vizinho, a 6.
Os números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública vieram a público numa má hora para a gestão petista: justamente quando o ministro da Justiça de Dilma, José Eduardo Martins Cardozo, tentava empurrar para o governo paulista a responsabilidade por não querer a ajuda federal para combater o crime no estado.
Na realidade, o compromisso de colaborar com os estados foi uma das primeiras medidas anunciadas pelo governo da presidente, mas a propalada “união contra o crime” jamais existiu. Ao mesmo tempo, a União vem descuidando de ações que são de sua exclusiva alçada e que têm impacto direto na insegurança nas cidades: a vigilância nas fronteiras e o combate ao tráfico de drogas e armas.
O anuário divulgado ontem mostra que São Paulo aparece agora como o estado com a mais baixa taxa de homicídios do país, superando Santa Catarina: são 10,1 por 100 mil. Vale recordar que, com reiterado esforço da gestão tucana no estado, a taxa caiu mais de 70% (era 35,27 por 100 mil em 1999) em pouco mais de dez anos. Ano a ano, os investimentos em segurança sobem no estado. É, como se percebe, um quadro bem diverso do que reina no país como um todo. Não há politicagem rasteira que consiga se contrapor a isso.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

PORQUE as MULHERES amam CHRISTIAN GREY?


Por Ricardo Jordão http://www.bizrevolution.com.br/

50tons
Na vida você vai perceber que existe um propósito para todo mundo que você conhece. Alguns vão testar você, alguns vão usar você, e alguns vão ensinar você. Mas mais importante que tudo, alguns vão fazer o melhor que existe em você aparecer.
A não ser que você tenha tirado umas férias em Marte, não tenha nenhuma amiga-mulher na sua vida, ou faça parte do Clube do Bolinha, você provavelmente já ouviu falar do livro 50 Tons de Cinza. 
50 Tons de Cinza é o conto de fadas do Século 21. O livro conta a história de Christian Grey, um jovem bilionário, brilhante, maravilhoso, ultra lindo, intimidador, super bem sucedido, um líder nato dos seus funcionários que ainda ajuda os pobres, piloto do próprio avião, fiel, super atencioso com as mulheres, um cara super bom de cama que se apaixona por uma menina de 22 anos totalmente tapada, virgem e que nem é o supra sumo da beleza feminina. 
O livro é um mega-sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil onde lidera a parada dos mais vendidos desde que foi lançado por aqui. 
50 Tons de Cinza é uma trilogia, e eu já li os três livros no meu Kindle.
Como marketeiro que sou, eu li os livros para entender porque “50 Tons de Cinza” faz tanto sucesso com as mulheres. No final da leitura, eu descobri que além de marketeiro, eu sou masoquista. Só sendo masoquista para ler os três livros até o final. A leitura do livro dói na alma, e um pé no saco, e vai piorando cada vez mais. O terceiro livro é o pior de todos. 
O livro é tosco, super mal escrito e repetitivo demais - até parece que a escritora deu uma série de “copiar-colar” em dezenas de diálogos e cenas de sexo que se repetem ao longo da história.
50 Tons de Cinza é um livro erótico. O livro tem metelança para todo lado o tempo todo. O livro se parece muito com os filmes-pornô visto pelos homens. Entre uma cena ou outra de sexo você tem uma histórinha qualquer bem chinfrin que você tem vontade de avançar rápido no controle remoto porque sabe que não vai perder nada. 
A contribuição de 50 Tons de Cinza para a história da literatura mundial é igual a contribuição do McDonalds para a nutrição. Ou seja, um lixo. 
Mas isso não vem ao acaso. 
Eu prefiro acreditar que o livro vai influenciar as mulheres a lerem outros livros, e eventualmente se aventurar em histórias muito mais bem escritas do que essa. É melhor ler um livro - seja ele qual for - do que assistir televisão ou ficar com a mente vazia. 
Eu prefiro acreditar que o livro vai salvar o casamento de muita gente que precisa ler o livro do jeito que foi escrito para aprender alguma coisa. 
Quem sabe. 
Agora, por que o livro é um sucesso?
50 Tons de Cinza foi escrito por uma mulher, inglesa, esposa, mãe de dois filhos. 
85% das leitoras que se dizem apaixonadas pelo Christian Grey são mulheres, casadas e mães. 
O que isso diz a você?
Para mim só tem uma resposta, existem milhões de mulheres em todo o mundo sendo super mal tratadas, mal entendidas e mal amadas por milhões de homens modernos e toscos tipo Fred Flinstones 2.0. 
O sucesso do livro 50 Tons de Cinza deve ser visto como mais um alerta para os homens.
Meses atrás eu fiz uma palestra em um evento fechado para 6 mil homens. O evento, bolado pelas mulheres da comunidade, reuniu seus maridos, filhos, cunhados, pais, sogros etc. 
As mulheres da comunidade levantaram os temas que os homens deveriam se aperfeiçoar, e convidaram palestrantes para falar a respeito. Eu fui até lá para falar sobre empreendedorismo, e o psicólogo que subiu ao palco depois de mim foi até lá para ensinar os homens a como tratar uma mulher. O cara falou sobre como conversar com uma mulher, como fazer carinho em uma mulher, como beijar uma mulher, como tocar uma mulher, como inspirar uma mulher etc etc etc. 
Na hora eu achei meio bizarro aquele monte de marmanjo metido a besta não saber nem como beijar uma mulher, mas a grande verdade é: os relacionamentos entre as pessoas hoje estão uma tristeza. Tudo joga contra para detonar as coisas. É preciso muita boa vontade de ambos os lados para fazer a coisa dar certo.
Como homem que sou, eu entendo um pouco da minha raça, e imagino que a galera até sabe o que precisa fazer pelas mulheres, o que eles se perguntam é, “E vale a pena fazer todo o esforço para conquistar a mulher?”. 
Bom, cabe a cada um descobrir essa resposta por si mesmo, mas uma coisa eu digo, se você não tratar bem o seu cliente, o concorrente vai encontrar uma maneira de tratá-lo bem. 
Já que os homens não vão ler o livro, eu vou facilitar a vida de vocês e listar por aqui as razões porque as mulheres amam o Christian Grey:
1. Porque o Grey elogia a mulherada o tempo todo. Toda mulher quer se sentir sexy e   maravilhosa. Os homens de hoje elogiam tão pouco as mulheres que ao fazê-lo, a mulherada já acha que o cara fez algo de errado. Então, coloca na cabeça a meta de crescer em 500% o número de elogios que você faz para a mulher que você ama. Diga a ela que você admira a atenção e dedicação que ela coloca na educação dos filhos mesmo ela tendo que dividir o seu dia entre trabalhar fora e cuidar da casa. A maioria das mulheres vivem preocupadas com a falta de feedback que recebem dos homens. Tire esse peso das costas da mulher, dê feedback! Para elas nós somos um mistério porque falamos muito pouco. A mulher precisa e quer saber a sua opinião sobre as coisas. Todo mundo precisa ouvir elogios, capricha nessa parte!
2. Porque o Grey faz a coisa acontecer. O FDP do Christian Grey além de pilotar um avião ainda sabe como consertar um ar condicionado. Mulher gosta de cara que resolve as coisas, tipo “Pode deixar que eu vou resolver isso em 2 horas” e “Pode deixar que hoje eu dou banho nos filhos, e coloco a turma para dormir”. O cara que só sabe encontrar a seção de batata frita em um supermercado e sintonizar o canal de esportes na televisão, tá danado. O homem precisa assumir a gerência de manutenção da casa e da família e fazer a coisa acontecer. Sim, todo mundo tem no mínimo dois empregos, aquele que traz o dinheiro para casa, e aquele que traz o amor para dentro do seu lar.
3. Porque o Grey cria momentos de romance. Antes do sexo a mulher precisa de amor, antes do amor a mulher precisa de romance. Todo relacionamento esfria com o tempo, mas ninguém deseja para si um relacionamento frio onde as coisas são entediantes e sem paixão. Para mudar isso, o cara precisa dar 100% de atenção quando estiver presente. Ouvir mesmo, elogiar mesmo, dar a entender que qualquer pequeno gesto da mulher é a coisa mais maravilhosa do mundo. Uma das coisas mais irritantes do livro é  a quantidade de vezes que o cara elogia a menina porque ela morde os lábios quando ela está envergonhada ou qualquer coisa do tipo. No primeiro livro isso acontece 46 vezes. Mas é isso, todas as pequenas coisas contam.
4. Porque o Grey se importa com a mulher. A verdade é que a grande maioria dos Fred Flinstones que tem por ai procuram uma mulher para substituir a mãe deles. O cara acha que a mulher tem que serví-lo e fazer tudo do jeito que a mamãe dele fazia quando era criança. BANDO DE BABACAS!!! O papel do cara é empurrar a mulher para frente. Incentivá-la a malhar, fazer o cabelo, comprar roupas novas, se alimentar direito, se preocupar com a sua saúde, e, claro, a satisfazer sexualmente e não apenas a si mesmo. E MAIS, o cara tem que fazer tudo isso sem que a mulher DIGA QUE ELE TEM QUE FAZER. Sim, é isso mesmo, o homem tem que ler a mente das mulheres. Fácil, né?
5. Porque o Grey tem seus problemas. Apesar das inúmeras virtudes, características e cliches de príncipe encantado, o cara não é perfeito - longe disso. Ele sofreu trocentos abusos quando era criança que afetaram drasticamente a maneira que ele se relaciona com as pessoas - nada muito diferente de qualquer homem que eu conheço. A heroína da história, por sua vez, apaixonada pelo cara que sempre faz a coisa acontecer, a elogia sempre, cria momentos de romance a todo momento e se importa com ela como mulher, acaba se vendo na responsabilidade de consertar o cara. Toda mulher que se preza acha que vai consertar os homens. É por isso que a mulherada se mete em relacionamentos furados, elas acham que podem mudar o homem. Kkk. Não rola. O ponto aqui é que ninguém precisa ser perfeito, mas todo mundo precisa se importar um pouco mais, ou muito mais, com aqueles que estão próximos da gente para que possamos pedir o mesmo em retorno. 
Os relacionamentos no Século 21 estão quebrando ou se quebrando, e cabe a VOCÊ consertar isso. 
A sociedade que queremos deixar para os nossos filhos e netos DEPENDE da qualidade dos relacionamentos que estamos construindo hoje. Se estivermos de bem com quem está próximo de nós, vamos conseguir tratar com amor as pessoas que encontramos nas ruas, nas empresas, nos clientes, em todo lugar. 
Ei Fred, coloque o seu coração e mente nessa questão!
Ela vai te trazer MUITO MAIS retorno do que aprender a organizar o monte de emails que você recebe todos os dias. 
NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E Você?

sábado, 3 de novembro de 2012

JORNALISTA RICARDO NOBLAT FALA NO PROGRAMA DO JÔ






O Jornalista Recifense Ricardo Noblat foi editor chefe do Correio Braziliense e da sucursal do Jornal do Brasil em Brasília.Mantém um dos mais notáveis Blogs sobre política do país, o Blog do Noblat, no portal do Jornal o Globo.Vai comentar nesta entrevista no Programa do jô, os últimos acontecimentos da vida política Brasileira.

ALBERTO GOLDMAN ANALISA DESEMPENHO DO PSDB NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DE 2012

03/ 11/ 2012 às 14:13

“PSDB mais forte, vitória da democracia”, artigo de Alberto Goldman

Artigo de Alberto Goldman, presidente interino do PSDB, publicado originalmente na Folha de S.Paulo no dia 2 de novembro de 2012
As instituições estão funcionando. O Judiciário, independente, processa e condena figurões da República transgressores da lei. O povo vai às urnas. Tudo dentro da normalidade. A democracia se consolida.
Nas eleições municipais deste ano, o PT venceu em 635 municípios, enquanto o PSDB elegeu 701 prefeitos. Os dois foram ultrapassados pelo PMDB, com 1026 prefeituras.
Quanto ao número de vereadores, o PSDB só ficou abaixo do PMDB. Porém, no chamado G85, as 26 capitais e 59 cidades com mais de 200 mil eleitores, o PT elegeu 16 prefeitos (seis a menos que em 2008). O PSDB, 15 (seis a mais que em 2008).
No segundo turno, o PSDB elegeu prefeitos em 9 das 17 disputas. Interessante ressaltar que no Nordeste, onde Lula e Dilma tiveram votações altíssimas, o PSDB, junto ao DEM, venceu em 7 das 15 maiores cidades. No Norte, o PSDB venceu nas duas maiores capitais, Manaus e Belém.
A presença física nas campanhas, quase desesperada, de Lula e Dilma, não trouxe qualquer resultado.
A conclusão é que o PSDB, há dez anos longe do poder federal, obteve um excelente resultado. Avançou muito nas capitais e nas grandes cidades, retomou seu ímpeto no Norte e Nordeste e acumula forças para se contrapor ao projeto de hegemonia do PT. Renova, assim, o seu mandato de oposição e de alternativa de poder, essencial para a democracia.
O crescimento modesto do PT, mesmo contando São Paulo, onde usaram durante a campanha antigos costumes da política brasileira, como o loteamento de cargos federais (Maluf e Marta Suplicy), tornou mais distante o sonho lulopetista.
A campanha também serviu para comprovar o viés antidemocrático desse projeto. O desafio arrogante ao STF, como a reação aos votos dos magistrados e as declarações que chegavam a falar em golpe das “elites” e da mídia às instituições, mostram a recusa em admitir os erros do passado e a disposição de repeti-los.
A presença da presidente Dilma nas manifestações eleitorais, procurando transmitir a ideia de que, eleitos os seus preferidos, os eleitores teriam um melhor atendimento, agrediu os princípios constitucionais da igualdade dos cidadãos e de liberdade de expressão de suas vontades. Mostrou a verdadeira face da presidente, que sucumbiu às pressões políticas de seu criador e de seus companheiros de partido.
Além disso, há a percepção, ainda que tênue, de que a economia tem um desempenho medíocre.
A máquina estatal, dominada e aparelhada pelo PT e seus aliados de ocasião, não presta os serviços demandados pela população nem consegue realizar os investimentos necessários ao desenvolvimento.
No drama do ser ou não ser, Dilma não consegue definir um modelo de desenvolvimento que supere o fisiologismo e os velhos preconceitos ideológicos do seu partido contra a participação de capitais privados no desenvolvimento da nossa infraestrutura. Os apagões de energia elétrica, nas rodovias, nas ferrovias, nos portos e nos aeroportos estão aí para comprovar.
A confiança renovada no PSDB de parte expressiva do eleitorado aumenta a sua responsabilidade de oferecer uma alternativa progressista e democrática de desenvolvimento do país. Temos valores que julgamos essenciais para uma vida em sociedade e uma visão do mundo e do país que julgamos mais democrática, articulada e contemporânea do que a dos nossos adversários.
O PSDB precisa reforçar a sua estrutura partidária, trabalhar junto à sociedade, captar os seus anseios e suas demandas, construir propostas que possam se traduzir em melhoria das condições de vida do nosso povo, daqueles que verdadeiramente necessitam do poder público para enfrentar as dificuldades.
ALBERTO GOLDMAN, 75, é presidente interino do PSDB. Governou o Estado de São Paulo em 2010

SABEDORIA DE RUMI



''Amor, o jardim que dá vida deste mundo.'' 

Rumi