quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Carga tributária brasileira é maior que a média da América Latina


Brasília- A elevada quantidade de encargos que os brasileiros pagam já é bem conhecida da população. O impostômetro instalado no centro da capital paulista pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) já contabiliza mais de um trilhão de reais desembolsados pelo contribuinte, de janeiro até novembro deste ano. Mas o que um relatório elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela é que a carga tributária brasileira é 67% maior do que a média da América Latina.
O estudo, feito em parceria com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Centro Interamericano de Administrações Tributárias (Ciat), compara a carga tributária brasileira à carga de países de primeiro mundo, salientando que supera a de 16 das nações mais desenvolvidas, incluindo Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão.
A economista Elena Landau acredita que a alta carga tributária não condiz com os serviços públicos oferecidos pelo executivo, e ressalta que a gastança desenfreada é um dos grandes problemas da administração pública. “Mais grave que o patamar da carga tributária é a tendência de crescimento sem o retorno adequado e sem preocupação com os gastos”, afirma. Para ela, a resolução dos problemas existentes deveria ser tratada como ponto primordial pelo Executivo. “É uma questão de prioridades, entre gastos correntes e permanentes, sendo que esses tratam de questões de infraestrutura, educação, saúde, segurança. O governo prioriza gastos que não deixam raízes para o futuro”, avalia.
Segundo a economista, considerando-se as necessidades de desenvolvimento econômico do país, o entrave na arrecadação de tributos se dá pela concentração desses nas mãos da União. “O problema no Brasil são os impostos indiretos. Depois que a Constituição fez a repartição das competências de receitas tributárias, temos alguns impostos não muito transparentes, que vão direto para a União, que não reparte os encargos com os estados e municípios”, aponta.
Elena defende uma redefinição da questão federativa, além de maior clareza nas ações governamentais. “É preciso mais transparência, para que o consumidor saiba o que está pagando, além de se promover a divisão dos encargos arrecadados pela União com os estados e a revisão do pacto federativo”, finaliza.
PSDB defende diálogo – Para o deputado Vaz de Lima (PSDB – SP), o maior indicador vai além das pesquisas. “Pra mim, a carga tributária de um país deve ser medida a partir da prestação de serviço em contrapartida aos valores recolhidos pelo governo. Se você tem uma carga elevada mas tem todos os serviços prestados e de boa qualidade, é perfeitamente aceitável”, argumenta ele. O tucano ainda frisa que a classe média é a mais prejudicada já que, como se não bastassem os altos valores a serem recolhidos, ainda tem que providenciar educação, saúde, transporte e segurança para ter um mínimo de conforto, considerando que esses serviços quando públicos são deficientes.
Ele ainda ressalta que o partido vem propondo diálogos, como o projeto de lei (PL 1472/07) que detalha os impostos pagos pelo cidadão na nota fiscal. “É partindo desse princípio que nós apregoamos uma mudança substancial do sistema tributário. Nada justifica a leniência do governo em não falar sobre isso. Do jeito que está não dá pra ficar, é como se estivéssemos enxugando gelo. O país não consegue se desenvolver”, complementa o deputado.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O Brasileiro consome 5,2 litros de Agrotóxico por ano.....


Os ruralistas, que se colocam como os "salvadores da pátria" Brasileira, afirmando que são eles que colocam comida no prato de cada um de nós,  (uma meia-verdade), omitem que também colocam muito veneno neles....eis os dados alarmantes:




(Clique na imagem para ampliar)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ENTRE A RETÓRICA E A HIPOCRISIA





O Senador Jader Barbalho, escreve todo domingo em seu Jornal, O Diário do Pará, uma coluna em que analisa, obviamente sob suas perspectiva, as questões-chaves relacionadas ao Estado do Pará, no momento em que estão acontecendo.

Porém, se tal questão entrar em conflito com seus interesses empresarias e/ou - principalmente - políticos, são solenemente ignoradas.Um exemplo foi a questão da divisão do Pará, cujo plebiscito foi realizado em dezembro de 2011, e que entrou pra a história do Brasil pelo seu pioneirismo de escutar a população acerca de questão importante.

Este Blogueiro, que lê o referido jornal todo domingo, não se lembra de ter visto o Senador abordando o assunto, negligenciado convenientemente pelo mesmo. Tão pouco se posicionou pelo "Sim" (à divisão) ou pelo "Não".

Há alguns domingos atrás não se esquivou de uma questão importante: A Energia Elétrica e a situação difícil porque passa a CELPA. Mas quem lê as coisas nas entrelinhas, viu claramente que não movia o senador a proteção do bem estar dos paraenses, e sim, para exteriorizar seus ranços do passado, já que foi em 1998 que ocorreu a Privatização, ano em que sofreu sua derrota mais emblemática, em eleições: perdeu o Governo do Estado para o então Governador, (que era candidato à reeleição) Almir Gabriel. Jader chegou a dizer em uma entrevista - sem o provar, obviamente - que o então governador usara o dinheiro da privatização para vencer a eleição.

O link para o artigo sobre a CELPA neste link>>>  http://www.jaderbarbalho.com/site/2012/09/30/celpa-a-preco-de-banana/.

A afirmação que o senador não tem real preocupação com os Paraenses em relação à questão da CELPA, se baseia por uma dedução lógica: A pasta de Minas e Energia é comandada no Governo Federal pelo seu amigo e correligionário de longa data, José Sarney, (através do capacho dele, Edson Lobão).

Se ele de fato quisesse, não lhe seria perfeitamente possível acionar o "coronel" maranhense no intuito de impedir que a CELPA tombasse? articulando, por exemplo, que o Governo Federal  do PT (que o seu partido, PMDB, é aliado preferencial e principal) aportasse recursos na empresa paraense e assumisse seu controle?

Domingo passado, (dia 4 de Novembro), em novo artigo, o senador se superou na hipocrisia. Ao lamentar o fechamento da COSIPAR, (a companhia siderúrgica do Pará), disparou críticas pelo descaso do Governo Federal ao Pará, e ENUMEROU várias obras e projetos que ou não foram feitos pela UNIÃO, ou foram transferidos INDEVIDAMENTE à outros lugares, até aí tudo bem, - embora o senador pode, mais do que a maioria de nós, pobres mortais, fazer muito mais pelo Pará do que reclamar), porém ao citar que o nosso minério foi transferido para exportação via Maranhão, - ao invés de ser usado um de nossos Portos aqui no Pará - fiquei pasmo.

Fiquei estupefato porque isso ocorreu em uma época em que Jader estava no auge do poder, e era Governador do Pará, e posteriormente foi ministro de José Sarney.E o que ele fez para evitar que o nosso minério fosse escoado pelo Maranhão, de seu amigo Sarney, e não aqui, no Pará?

Eis o artigo aqui>>>> http://www.jaderbarbalho.com/site/2012/11/04/contra-o-retrocesso-e-a-estagnacao/.

Consultei a esse respeito, um político, que na época era deputado opositor na gestão dele como governador, e perguntei à ele sobre essa questão do Minério ir para o Maranhão, e ele disse que Jarbas Passarinho cedeu aos militares a criação do porto de São Luís, (chamado de ponta da madeira) e o Barbalho ficou olhando tudo acontecer sem fazer nada..... o famoso silêncio obsequioso.... que benefício ele colheu permitindo esse roubo, essa humilhação, ao nosso Estado?

Hoje o Pará recebe milhares de pessoas do Maranhão, - pela estrada de ferro construída em 1985, ano em que Jader era Governador do Pará -  sem nenhuma qualificação, tendo o estado do Pará que bancar segurança, educação, saúde, etc (fora os problemas sociais, como criminalidade e tráfico de drogas), enquanto em caminho contrário, o trem  vai abarrotado com as nossas riquezas, o melhor minério de ferro do mundo, gerar empregos e impostos ao Estado que nos vampiriza, através de Sarney, e que Jader tem a cara de pau de culpar outrem, quando ele tinha o poder nas mãos de impedir tudo isso.

Não somente à esse respeito, mas em muitos outros assuntos deve explicações o atual senador Jader Barbalho para as novas gerações.....mas, tal como em relação ao seu patrimônio absurdamente alto e incompatível com sua renda, que ele nunca esclareceu, em relação à assuntos em que ele esteve direta ou indiretamente envolvido (e não fez nada) também não se espera maiores esclarecimentos.....pois como disse o Jornalista Lúcio Flávio Pinto em relação à ele certa vez, quem se cala é porque consente......



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DILMA: MUITA RETÓRICA E POUCA AÇÃO NO COMBATE À VIOLÊNCIA


“Insegurança pública”, análise do ITV

Análise do Instituto Teotônio Vilela
O governo federal parece muito preocupado com a segurança pública no país. Mas se satisfaz em aplacar suas aflições com simples retórica. A atenção no combate ao crime não tem se traduzido em prioridade orçamentária: os investimentos no setor despencaram no primeiro ano da gestão Dilma Rousseff.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou ontem seu anuário, relativo ao exercício de 2011. Na comparação com 2010, a queda dos gastos do governo federal com segurança pública foi de 21,26%. Os investimentos da União no setor caíram de R$ 7,3 bilhões para R$ 5,7 bilhões.
São, portanto, R$ 1,6 bilhão a menos, que fazem toda a diferença num país em que a taxa de homicídios está estacionada em torno de 23 por 100 mil habitantes – a despeito da promessa de reduzir o índice à metade, feita, e obviamente não cumprida, pelo governo Lula quando lançou o malfadado Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).
Mais grave é que o maior corte ocorreu na área de informação e inteligência: foram 58% a menos em 2011, nos mais baixos desembolsos do governo federal para esta finalidade desde 2006. Cabe notar que, dos R$ 5,7 bilhões gastos com segurança pública, somente 0,6% são destinados a esta área, justamente onde estão as melhores armas para se combater o crime, segundo é consenso entre especialistas.
Os números oficiais desmentem a suposta boa vontade da gestão petista em participar do esforço das unidades da Federação para derrotar a criminalidade. Além da União, somente seis estados reduziram suas despesas com segurança no ano passado: só o Rio Grande do Sul, governado pelo também petista Tarso Genro, foi mais avaro, cortando as despesas em mais de 28% entre 2010 e 2011.
A explicação do Ministério da Justiça para o corte faz corar de tão absurda. Segundo a diretora do Departamento de Pesquisas da Secretaria Nacional de Segurança Pública, Isabel Seixas de Figueiredo, é comum os orçamentos serem “repensados” “nos primeiros anos de governo”, conforme afirmou a’O Estado de S.Paulo. Até serviria como justificativa se o PT não estivesse por lá há dez anos…
“Desde a criação do plano nacional de segurança pública, no governo Fernando Henrique Cardoso, houve um consenso de que os governos estaduais não têm condições sozinhos de implementar sua política de segurança. Se a União reduz esse investimento na área, certamente há um impacto negativo”, contrapõe o pesquisador Vasco Furtado à Folha de S.Paulo.
Enquanto alguns estados chegam a comprometer mais de 10% de suas despesas com segurança pública, a União gasta apenas 0,4%, percentual que vem caindo desde 2009. Mais: o gasto per capita do governo federal é de R$ 29,86, para uma média nacional de R$ 267,95, enquanto estados como Minas Gerais chegam a investir R$ 335,27.
O gasto em segurança no Brasil é de má qualidade. Em percentual do PIB, aplicamos mais ou menos o mesmo que Alemanha e Argentina (1,3%), mas obtemos resultados muito piores em termos de redução da criminalidade. Enquanto aqui a taxa de homicídios é de quase 23 por 100 mil habitantes, no país europeu não chega a 1 e no vizinho, a 6.
Os números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública vieram a público numa má hora para a gestão petista: justamente quando o ministro da Justiça de Dilma, José Eduardo Martins Cardozo, tentava empurrar para o governo paulista a responsabilidade por não querer a ajuda federal para combater o crime no estado.
Na realidade, o compromisso de colaborar com os estados foi uma das primeiras medidas anunciadas pelo governo da presidente, mas a propalada “união contra o crime” jamais existiu. Ao mesmo tempo, a União vem descuidando de ações que são de sua exclusiva alçada e que têm impacto direto na insegurança nas cidades: a vigilância nas fronteiras e o combate ao tráfico de drogas e armas.
O anuário divulgado ontem mostra que São Paulo aparece agora como o estado com a mais baixa taxa de homicídios do país, superando Santa Catarina: são 10,1 por 100 mil. Vale recordar que, com reiterado esforço da gestão tucana no estado, a taxa caiu mais de 70% (era 35,27 por 100 mil em 1999) em pouco mais de dez anos. Ano a ano, os investimentos em segurança sobem no estado. É, como se percebe, um quadro bem diverso do que reina no país como um todo. Não há politicagem rasteira que consiga se contrapor a isso.