sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
A usina de Belo Monte é boa para o Brasil?
Por ANDRÉ VILLAS-BÔAS
INADIMPLÊNCIA SOCIOAMBIENTAL
Carro-chefe do PAC, instalada em uma região da Amazônia com ausência histórica do Estado, Belo Monte é símbolo de inadimplência socioambiental. Obrigações do poder público e da empresa responsável pela construção da usina, a Norte Energia, têm sido sistematicamente descumpridas.
Apesar de a obra estar sendo planejada há 30 anos, a região atingida para receber a terceira maior hidrelétrica do mundo não obteve os investimentos e ações necessários para mitigar e compensar de maneira adequada seus impactos.
O mais caro e polêmico empreendimento do país chegou em 2013 ao pico de sua própria contradição. Praticamente 50% da usina está pronta, mas o mesmo não pode ser dito das obrigações socioambientais que deveriam acompanhá-la. O descumprimento, verificado pelo Ibama e pela Funai, não se traduz em ações corretivas. As mais graves sanções administrativas não passaram de algumas multas em valores irrisórios para um empreendimento orçado em quase R$ 30 bilhões.
Temas sensíveis à Amazônia como o desmatamento e a sobrevivência de populações ribeirinhas e indígenas têm sido tratados com descaso, sobretudo os últimos. Antes de promover investimentos estruturados para mitigação e compensação dos impactos, R$ 100 milhões foram gastos em quinquilharias consumistas para cooptar lideranças, em um padrão clientelista de relacionamento inaceitável.
Os programas de prevenção ou diminuição dos impactos relacionados à saúde indígena e à integridade de seus territórios, pressionados pelo aumento de renda e população trazidos à região pela obra, não saíram até hoje do papel, apesar de sua implantação ter sido prevista para antes do início da construção. A taxa de mortalidade infantil indígena em Altamira (PA) é quatro vezes superior à média nacional.
Se a usina ficar pronta antes de o aterro e o sistema de esgoto entrarem em pleno funcionamento –obras que estão dois anos atrasadas–, a parte do rio Xingu que envolve Altamira ficará contaminada, afetando a população da cidade.
Nesta semana, em decisão unânime, a Justiça ordenou parar a construção da usina até que fossem atendidas plenamente as obrigações socioambientais prometidas quando da licença ambiental.
Diversas vezes o governo conseguiu derrubar a paralisação da obra usando uma medida judicial criada à época da ditadura, a suspensão de segurança, que se baseia no argumento de que o cronograma da obra é mais relevante que os direitos das populações atingidas. Isso dá à empresa a sensação de estar acima das leis estabelecidas no país simplesmente por tocar uma obra considerada "estratégica".
O empreendimento esbarra em grave conflito de interesses. A União tem participação acionária de 50% na Norte Energia. A obra é 80% financiada pelo BNDES, vigiada permanentemente por 90 homens da Força Nacional de Segurança e defendida judicialmente pela Advocacia-Geral da União. Paradoxalmente é fiscalizada pelo Ibama, órgão de governo federal.
Não existe nenhuma instância de controle social efetivo nem mecanismo independente de fiscalização. Essa blindagem é um vício de origem da implementação de obras de infraestrutura, entre as quais Belo Monte se destaca pela forma com que foi imposta à sociedade brasileira sem oitivas aos povos indígenas e com audiências públicas meramente formais, para inglês ver.
A somatória de erros de Belo Monte não pode se repetir na Amazônia. A ausência de planejamento socioambiental responsável e respeito às instituições democráticas vão na contramão de qualquer projeto de desenvolvimento sustentável.
ANDRÉ VILLAS-BÔAS, 57, indigenista, é secretário-executivo do Instituto Socioambiental (ISA)
domingo, 22 de dezembro de 2013
Diário do Pará Manipula Informações do IBGE sobre mortes violentas para atingir Governo Jatene
(Clique na imagem para ampliar)
Extra-Extra mais uma manipulação do Diário de Honduras...ops, do Pará....
Que o Jornal (?) dos Barbalhos queiram promover a candidatura (à Governador) do filho do dono do Jornal, Helder Barbalho, usando a tática arcaica e rasteira de denegrir e execrar o oponente, (no caso o atual Governador Simão Jatene) isso não é nenhuma surpresa....afinal de contas, aquele jornal foi feito para isso mesmo: Promover politicamente seu dono, seus parentes e àqueles a quem ele apoia.
O problema é que o Jornalismo sério e combativo foi para o espaço com tantas intenções politicas rasteiras.E diga-se que havia até um esforço de jornalistas sérios dentro do jornal de o profissionalizar, mas ficavam sempre atados à bola de ferro imposta pelos seus donos, sedentos de poder e dinheiro....
Eram também tratados como escravos, pois eram pagos com salários aviltantes e fora o Bulling e a coerção de quem eram vítimas, inclusive com imposição para produzirem material ofensivo e mentiroso contra adversários políticos.
Até explodir a penela de pressão...mas isso é uma outra história...
Depois de estampar uma foto de um Hospital de Honduras, e dizer que era a Santa Casa de Misericórdia do Pará, em uma manipulação tão primária quanto perversa, mostrando que os Barbalhos são capazes de tudo para enganar e mentir, veio uma sucessão de matérias atacando o atual Governador Simão Jatene seja com dados falsos e/ou manipulados seja com montagens.
Quando estavam como aliados do Governo do Estado, Jatene era o melhor governador do mundo, da noite para o dia, quando Jader fechou em Brasília - em jantar regado a caviar e salamaleques - acordo com o PT de DILMA para a candidatura de seu filho, ele virou o pior Governador do Mundo e o Pará, a ante-sala do inferno.
A última, a de sábado, 21 de Dezembro, outra manipulação com os números para deixar a população paraense desnorteada com a desinformação que só beneficia aos Barbalhos: de que o estado seria o campeão no ranking de mortes violentas. Como mostra o quadro acima, é uma mentira deslavada, pois o IBGE MOSTRA CLARAMENTE, quem lidera é o Estado de Sergipe, o Pará só aparece depois de uma fileira de estados.
A questão que se impõe é a seguinte, eles acham mesmo que estão enganando?
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Erro de projeto para transporte fluvial gera gastos bilionários no Pará
Pelo calendário do Ministério dos Transportes, o problema já deveria ter sido resolvido, desde julho de 2011. Hidrovias desafogariam estradas no transporte de produtos agrícolas.
Essa reportagem certamente te deixará indignado. Porque nossa vida seria mais fácil, seria mais barata, o Brasil lucraria mais e poluiria menos, simplesmente se soubéssemos ou pudéssemos usar os rios que cortam todo o país.
Exemplo: economizaríamos quase R$ 4 bilhões por ano. E tiraríamos milhares de caminhões de nossas estradas.
Começa agora mais uma reportagem da série especial “Brasil: quem paga é você”.
Navegar não somente é preciso, mas sobretudo é possível no Brasil, que tem 63 mil quilômetros de rios, lagoas, represas e canais que podem ser usados para a navegação. Só que nem um quarto desses percursos navegáveis é aproveitado.
O meio de transporte mais barato que existe e que permitiu a expansão das fronteiras do Brasil Colonial é hoje considerado um projeto naufragado em descasos e burocracias da república.
Apenas 7% de todas as cargas brasileiras são transportadas por hidrovias. Pelas contas da Confederação Nacional dos Transportes, pelo menos metade dos produtos made in Brazil poderia circular por rios. Mas isso, se tais caminhos estivessem, de fato, abertos.
O Fantástico viajou por 5.700 quilômetros de rios para mostrar o que faz o transporte fluvial brasileiro encalhar.
Norte do Mato Grosso
Norte do Mato Grosso
Norte de Mato Grosso. É onde ficam algumas das maiores e mais produtivas lavouras de soja e milho do planeta. Produzem anualmente 50 milhões de toneladas de grãos.
Riqueza que sai de lá em 1,7 milhão de viagens de caminhão por ano. Média de 4.700 carretas carregadas por dia.
São mais de dois mil quilômetros até os portos do Sudeste e do Sul pela BR-163, para embarcar rumo aos mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia.
Rio Teles Pires
Se fosse via Teles Pires, um rio que corre bem no meio das lavouras, os produtos chegariam ao porto de Santarém, de lá para o Oceano Atlântico. Uma economia de mais de quatro mil quilômetros até os mercados externos.
Se fosse via Teles Pires, um rio que corre bem no meio das lavouras, os produtos chegariam ao porto de Santarém, de lá para o Oceano Atlântico. Uma economia de mais de quatro mil quilômetros até os mercados externos.
Uma saca de milho na região vale, em média, R$ 9. Para transportar essa saca até o porto de Santos, pela rodovia, o custo do frete chega a R$ 18, o dobro do valor do produto. Se a hidrovia Teles Pires fosse navegável, o frete cairia para menos de R$ 1 por saca. Segundo a Associação dos Produtores da Região, só com combustível, o Brasil economizaria R$ 2 bilhões por ano.
“O transporte hidroviário tem essas características em termos de custo e eficiência energética, e também aspectos relacionados à questão de emissão, ele é imbatível”, explica Bruno Batista, diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte.
Os reservatórios de cinco hidrelétricas de médio porte já em construção vão tornar o Teles Pires largo e profundo o suficiente para a navegação ao longo de 850 quilômetros até o Rio Tapajós. Só que faltou planejar a construção das eclusas. Sem elas, as represas se tornarão gigantescos paredões intransponíveis.
Uma falha dessas no projeto original não somente impede a navegação, mas principalmente encarece a obra quando se decide fazê-la depois.
Obra da hidrelétrica em Tucuruí, no Pará.
Foi o que aconteceu em Tucuruí, no Pará. A hidrelétrica ficou pronta na década de 80. Onde também não constava do projeto a construção de eclusas. Resultado: a obra acabou ficando dez vezes mais cara.
Obra da hidrelétrica em Tucuruí, no Pará.
Foi o que aconteceu em Tucuruí, no Pará. A hidrelétrica ficou pronta na década de 80. Onde também não constava do projeto a construção de eclusas. Resultado: a obra acabou ficando dez vezes mais cara.
O sistema de eclusas da represa de Tucuruí é uma obra faraônica, feita para transpor um degrau de 71 metros de altura entre o nível do rio Tocantins e o do reservatório da usina. Essa obra custou R$ 1,6 bilhão, uma fortuna. E levou três décadas para ser concluída, mas até agora ainda não abriu caminho para o progresso. É que no meio do caminho há pedras.
É um labirinto de 43 quilômetros de rochas entre Marabá, onde começaria a hidrovia, e o lago de Tucuruí. O governo inaugurou as eclusas, mas deixou para trás outro projeto igualmente bilionário: a remoção do Pedral do Lourenço.
As previsões mais otimistas apontam um investimento estimado em R$ 900 milhões para retirar as pedras. As mais pessimistas chegam a R$ 2 bilhões. Enquanto o dinheiro não sai do cofre e os projetos não saem das gavetas, o rio Tocantins, na região do Pedral do Lourenço, só pode ser navegado, no período de seca, por pequenas embarcações como está.
Pelo calendário do Ministério dos Transportes, essas pedras já não deveriam estar mais no local, desde julho de 2011. Mas a obra nem começou. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, o projeto estava muito caro.
“Você constrói a maior eclusa do mundo, que é Tucuruí, mas não consegue resolver o problema de um pedral que existe logo na sequência. Então, na prática, a eclusa não tem utilidade alguma”, declara explica Bruno Batista, diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte.
O orçamento deste ano do Ministério dos Transportes destina apenas R$ 400 milhões para todas as hidrovias. Menos da metade do mínimo necessário só para retirar o pedral.
Mesmo assim, o ministro afirma que as obras estão nos planos do governo.
“É um elefante branco? Não. É um elefante e a gente quer montar depois nesse elefante e transformar depois a hidrovia em uma realidade”, declara César Borges, ministro dos Transportes.
Hidrovias também desafogariam as estradas no transporte de produtos agrícolas.
“Aqui tem capacidade de cada comboio levar em torno de mil caminhões. Então a substituição é muito grande desse transporte rodoviário para esse transporte hidroviário”, diz Rogério Rodrigues, produtor rural.
“O mundo inteiro faz questão de navegar as suas commodities de maneiras mais econômicas e mais viáveis, fazendo canais inclusive. E nós temos a dádiva divina de rios, pequenas obras de adequação, e não fazemos e estamos desperdiçando eficiência”, afirma Carlos Henrique Fávaro, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de MT.
A reportagem completa pode ser vista neste Link--> http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/11/erro-de-projeto-para-transporte-fluvial-gera-gastos-bilionarios-no-tocantins.html
sábado, 9 de novembro de 2013
Pessoas Ajudando Outras na Rússia
Geralmente os russos são representados de forma muito negativa pela mídia mundial, mas possuem uma alma generosa e fraterna, como prova esse vídeo:
http://www.youtube.com/v/rXeu8Mrorcc?autohide=1&version=3&attribution_tag=m6jSrCmoRVCUIGqE9iwdMA&autoplay=1&showinfo=1&feature=share&autohide=1
http://www.youtube.com/v/rXeu8Mrorcc?autohide=1&version=3&attribution_tag=m6jSrCmoRVCUIGqE9iwdMA&autoplay=1&showinfo=1&feature=share&autohide=1
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