sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Wikileaks diz que Roseana Sarney tem 350 milhões de dólares em Caimãs






Um documento vazado pelo Wikileaks em 2009 não mereceu nenhuma atenção da mídia e nem do governo.

É uma pena, porque ele tem um imenso interesse público.

No documento, o Wikileaks fala de um dinheiro que Roseana Sarney, governadora do Maranhão, teria nas Ilhas Caimãs, um dos mais notórios paraísos fiscais do mundo.

Roseana, segundo o Wikileaks, tinha em 1999 cerca de 150 milhões de dólares em Caimãs. Em reais, seriam cerca de 350 milhões em valores de hoje.

Você pode ver o documento aqui -> http://wikileaks.org/wiki/Bank_Julius_Baer:_Brazilian_Senator_Roseana_Sarney_estimated_USD_150M_in_Caymans,_1999


Dinheiro em paraíso fiscal é uma tragédia para a economia de um país. Primeiro, e acima de tudo, porque significa sonegação de impostos.

É com o dinheiro dos impostos que você constrói escolas, hospitais, estradas, portos, aeroportos e outras coisas que são absurdamente escassas, por exemplo, no Maranhão.




Depois, porque o envio de dinheiro para fora revela falta de confiança no país. Isto é ainda mais doloroso quando se trata de pessoas que tocam, que comandam o país. É um sinal de que tais pessoas sabem que estão fazendo um serviço abjeto em seus cargos públicos.

Um estudo escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, mostra que os super-ricos brasileiros tinham, em 2010, cerca de 520 bilhões de dólares (ou mais de 1 trilhão de reais) em paraísos fiscais. É quase um quarto do PIB nacional.

O trabalho foi encomendado pela Tax Justice Network (TJN), organização que combate os paraísos fiscais.

“Quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam brincando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo”, afirma John Christensen, diretor da TJN.

As coisas ficam ainda mais complicadas quando você olha para uma conta num paraíso fiscal e se pergunta: como o titular acumulou tanto dinheiro?

Vejamos um exemplo sem essa condição agravante.

Na Alemanha, o presidente do Bayern, Oli Hoeness, caiu imeditamente em desgraça quando a revista Focus publicou que ele tinha uma conta secreta na Suíça.

Hoeness não pagava imposto sobre o patrimônio escondido na Suíça, e isso foi suficiente para que fosse decretada sua prisão.

Ele pagou uma fiança de 5 milhões de euros, cerca de 15 milhões de reais, para escapar provisoriamente da prisão.

Em março, começa seu julgamento. Dificilmente ele vai de safar da cadeia. O governo alemão quer que ele seja punido exemplarmente por um motivo poderoso: você não constroi um país decente quando pessoas fazem o que Hoeness fez.

Hoeness é um homem rico. Não causou estranheza o tamanho da conta suíça – mas o fato de ele não a ter declarado.

É mais dura a situação quando você examina o documento do Wikileaks sobre Roseana. De onde vieram os 150 milhões de dólares denunciados pelo Wikileaks?

Por que ninguém investigou o caso nestes anos todos?

Sabemos os interesses da mídia. A Globo, particularmente, tem uma longa relação de amizade e parceria com a família Sarney no Maranhão.

Esqueça então a Globo.

E o governo, por que não se movimentou? Uma hipótese é que a informação – embora pública – não tenha chegado a Brasília.

Mas a alternativa mais real é a que diz respeito à assim chamada governabilidade. Mexer com os Sarneys – nem que fosse para meramente esclarecer um documento de elevado interesse público – é uma das últimas coisas que um governo que dependa do PMDB deseja.

E então nada muda e nada acontece. O preço colossal é pago, como sempre, pela sociedade.

As Jornadas de Junho mostraram que as pessoas estão cansadas dos arranjos políticos em volta da governabilidade – porque eles atrasam consideravelmente o desenvolvimento social brasileiro.

A mensagem das ruas foi entendida?

Se sim, é hora de enfrentar certas realidades desagradáveis. Se não, as ruas fatalmente voltarão a se manifestar – contra a mídia que só defende seus próprios interesses e contra a “governabilidade” que perpetua iniquidades históricas nacionais.

Por Paulo Nogueira*
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.



Paulo Nogueira
Sobre o Autor

Charge de hoje do jornal "O Tempo": ROSEANA SARNEY


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Suécia desativa quatro presídios por falta de prisioneiros

Por Débora Spitzcovsky

(Clique na imagem para ampliar)
A Prisão de Långholmen, construída no século XIX, ganhou o título de um dos maiores presídios da Suécia, mas desde 1975 também está desativada. Hoje, o local abriga um hostel, um museu e uma escola

Enquanto, no Brasil, os últimos levantamentos do Ministério da Justiça apontam que a população carcerária brasileira foi a terceira que mais cresceu nas últimas duas décadas, na Suécia, as notícias que estampam os jornais são bem diferentes: o país europeu acaba de desativar quatro presídios e um centro de detenção preventiva por falta de prisioneiros.

A partir deste mês, os “gatos pingados” que cometerem crimes nas cidades de Åby, Håja, Båtshagen e Kristianstad terão que cumprir pena em outros municípios, já que nesses lugares não há mais presídios.

Desde 2004, a população carcerária da Suécia cai 1% ao ano e, entre 2011 e 2012, diminuiu 6%. Como? As autoridades não sabem ao certo, mas desconfiam de algumas medidas que podem ter ajudado: forte investimento na reabilitação dos presos, penas mais brandas para delitos que envolvam drogas e aplicação de penas alternativas para alguns tipos de crime, como pequenos furtos.

Na dúvida, o governo pretende reforçar ainda mais essas medidas e vender apenas os terrenos de duas prisões. Os outros dois serão emprestados a serviços públicos. Assim, se a população carcerária voltar a crescer, será possível reativar as cadeias.

O Brasil também está precisando encontrar uma ‘receita de bolo’ para diminuir sua população carcerária – que é a quarta maior do mundo. Por aqui, a cada 361 pessoas, 1 está presa. A proporção na Suécia? 1 para cada 1.956 cidadãos.

Foto: dahlstroms/Creative Commons
Fonte: Planeta Sustentável

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

SOS MARANHÃO: O ESTADO DA FAMÍLIA SARNEY EM CHAMAS (IMAGENS CHOCANTES)


É revoltante, mas infelizmente morreu na manhã desta segunda-feira, às 6h50 da manhã a menina Ana Clara, vítima de bandidos que incendiaram o ônibus em que ela estava, e que queimou 95% de seu corpo.

Ana Clara, que também tem mãe e irmã internados, (em estado grave, mas estáveis) é vítima na verdade de um problema muito mais grave naquele estado nordestino: o coronelismo. José Sarney, hoje senador, iniciou em 1966, quando foi eleito Governador, implantando um estado 'feudal' onde ele se apropriou e dele sugou todas as fontes de recursos que poderiam existir. A população maranhense se vê desprovida de tudo: Saúde, Educação, Infra-Estrutura..etc e dos mais básicos recursos que o estado deveria prover para sobreviver. Milhões migram.

             Ana clara (na foto, ainda viva) vítima da desumanidade do Estado do Maranhão dos Sarney's.

Segundo pesquisa do IBGE, é o Estado onde há mais migração para outros estados Brasileiros. Em reportagens do Jornalista investigativo Roberto Cabrini, foi mostrado meninas maranhenses se prostituindo em Campinas/SP, homens maranhenses se arriscando em Garimpos na Amazônia, onde eles são a principal mão-de-obra, e muitos dos quais são mortos como em uma ocasião em que um deles tentou passar a fronteira da Guiana Francesa, em outra reportagem do citado Jornalista, e morreu a tiros por policiais de fronteira.

Tudo isso porque o Estado Maranhense, hoje Governado pela filha de José Sarney, Roseana, (ambos do PMDB) por omissão, descaso, corrupção, desumanidade e por cinismo, não faz seu papel nem nas mínimas condições. E Toda sorte de barbaridades são acobertados pelo PT de Lula e Dilma, que em nível nacional tem Sarney e seu PMDB como aliados, independente de qualquer coisa, pois para se manterem no poder vale tudo, até fechar os olhos contra crimes hediondos contra a humanidade.

                                  O novelista Agnaldo Silva, revoltado com a família Sarney, também se pronunciou

O Pará, entre os estados que recebem imigrantes maranhenses, é um dos que mais sofrem problemas sociais decorrentes disso. Pela proximidade, milhares de maranhenses cruzam as fronteiras paraenses muitas vezes sem sequer portar documentos e com a roupa do corpo somente.

    Presos decapitados depois de uma briga das duas facções que comandam o presídio de pedrinhas, o mais violento do Brasil, e que está sob intervenção Federal. A Repercussão pelas mais de 70 mortes anos passado em presídios maranhenses teve repercussão internacional.


O Caos na Segurança Pública do Maranhão, nada mais eh do que anos desse descaso. Lá impera a lei da selva: presos são obrigados a ceder suas esposas nas visitas íntimas para os chefões das duas facções criminosas que são inimigas e estão articulando os crimes na cidade. Eles comandam de dentro do presídio de Pedrinhas. Quem se recusar a obedecer é morto, e é morto com requintes de crueldade: muitos foram decapitados e esquartejados. O Governo inepto de Roseana Sarney perdeu totalmente o controle.

Nos atentados e crimes a partir de sexta dia 3 ,quando foram incendiados ônibus (entre os quais o que estava Ana Clara), e delegacias que foram alvejadas por organizações criminosas ligadas aos chefões de pedrinhas, São Luís ficou em chamas.


Ana Clara ainda chegou a ser operada e colocada em ventilação mecânica na UTI  do Hospital Juvêncio Matos, mas não resistiu aos graves ferimentos das queimaduras que sofreu. Seus olhos infantis fecharam-se para sempre neste mundo, e sua alma provavelmente foi para um mundo bem melhor que o do Estado em que nasceu.

Mas tal como ela, milhões de Maranhenses sofrerão e permanecerão sem futuro, enquanto a família de insensíveis e criminosos como é a dos Sarney's, continuarem a terem o Maranhão como sua propriedade feudal. E senhores feudais sem piedade, como bem disse Arnaldo Jabor. Que providências tomar?


Família Sarney são senhores feudais sem piedade (Arnaldo Jabor)
http://www.marrapa.com/sarney-e-senhora-feudal-sem-piedade/

Reportagens da Record sobre o caos no Sistema Penitenciário do Maranhão





domingo, 5 de janeiro de 2014

Londres pode ganhar ciclovia aérea de 220 quilômetros de extensão


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              Projeto de renomado arquiteto britânico pode ser entregue à população nos próximos 20 anos. 


O arquiteto inglês Norman Foster apresentou um inovador projeto de mobilidade urbana para Londres. Chamada de SkyCycle, a ciclovia aérea tem aproximadamente 220 quilômetros de extensão e percorre o mesmo caminho das principais linhas de trem da capital inglesa, integrando o transporte público ao uso das bicicletas. Inicialmente classificada como um projeto utópico, a via suspensa tem capacidade para transportar mais de 12 mil ciclistas por hora e poderá sair do papel nos próximos vinte anos.

O SkyCycle proporciona acesso para dez diferentes ciclovias que já existem em Londres e funciona como um grande atrativo para aumentar o número de ciclistas na capital inglesa. A via suspensa para bikes também diminui os incômodos causados pelo contato próximo dos ciclistas com a fumaça emitida pelos automóveis – colaborando para a saúde – e também reduz os atritos entre as pessoas que andam de bicicleta e os motoristas que ainda não aprenderam a conviver com os ciclistas.

Segundo Norman Foster, o projeto tem por objetivo aumentar a segurança no transporte e a qualidade de vida na capital inglesa. “Eu acredito que as cidades em que você pode andar ou pedalar, no lugar de dirigir, são lugares mais agradáveis para se viver”, explicou o arquiteto responsável ao site Deezen.

Para ser construída, a via exclusiva para ciclistas depende do aval das autoridades de transporte da cidade. “Para melhorar a qualidade de vida de toda a população em Londres e estimular uma nova geração de ciclistas, é preciso tornar o transporte seguro”, defendeu Foster. “No entanto, a maior barreira de convivência entre carros e bicicletas em Londres é a restrição das ruas, onde o espaço é um prêmio disputado”, completou o arquiteto.

O conceito do SkyCycle surgiu depois de o número de acidentes e mortes entre ciclistas ter aumentado na capital inglesa nos últimos tempos. De acordo com paisagistas, especialistas em mobilidade urbana e a própria equipe envolvida no projeto, as pistas suspensas demandam um custo menor que a implantação de novas ciclovias, túneis e outras estruturas de transporte para as bikes na capital inglesa.

Incríveis projetos de mobilidade urbana voltados à bicicleta vêm surgindo na Europa nos últimos anos. É o caso da ponte holandesa Hovenring – uma ponte estaiada construída sobre o cruzamento de uma rodovia e uma movimentada avenida em Eindhoven. Outro plano estratégico é a construção da Radler B-1, uma rodovia exclusiva para bikes na Alemanha, paralela à Autobahn, uma das estradas mais importantes de toda a Europa.

Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo

Veja outros projetos incríveis de Mobilidade Urbana envolvendo Ciclovias na Europa:

Holanda constrói ponte estaiada para ciclistas:
http://ciclovivo.com.br/noticia/holanda-constroi-ponte-estaiada-para-ciclistas
Alemanha terá rodovia exclusiva para bikes:
http://ciclovivo.com.br/noticia/alemanha-tera-rodovia-exclusiva-para-bikes




EXEMPLO DE FORA PARA INSPIRAR OS POLÍTICOS BRASILEIROS

Muitos Brasileiros se sentem ofendidos quando se  fala alhures que aqui eles são o quintal dos EUA. Mas embora seja exagerada tal afirmação, ela não é de toda falsa. Somos um país cuja população vive, consciente disso ou não, sob a influência direta dos Estados Unidos, em todos os aspectos, e isso se deve muitos aos nossos meios de comunicação aberta, que chegam a serem ridículos ao veicularem toda sorte de particularidades daquele país, muitas das quais irrelevantes para o grande público brasileiro. Mas feito tal alerta, - e aqui não estamos pregando o anti-americanismo -  devemos veicular e enfatizar mais os bons exemplos de lá - pois os maus são muitos. 

E um desses bons exemplos é a notícia da qual foi recortada e divulgada pelo Jornalista Elio Gaspari, que faz uma analogia da atuação do prefeito de Nova Yorque com alguns Governadores Brasileiros, focando na sabedoria de saber diferenciar o que é de sua propriedade e o que é público.

Veja Abaixo: 


(Clique na imagem para ampliar)