sexta-feira, 18 de julho de 2014

QUATRO HIPÓTESES PARA A DERRUBADA DO BOEING 777 NA UCRÂNIA





Avião Presidencial russo vindo do Brasil, (à esq.), onde Pútin assistira a final da Copa e recebeu do Governo Brasileiro o 'bastão' pois sediará a próxima além de participar da cúpula dos BRICS em Fortaleza, onde foi um dos líderes do Bloco:  Na volta seu avião pode ter sido alvo de atentado.


O ataque ao avião civil ontem, (dia 17) na Ucrânia não fugirá de uma destas quatro variantes: com as armas que existem na guerra, só a força aérea ucraniana poderia derrubar o avião, pois os antifascistas (como também são chamados as forças pró-russas de auto-defesa que buscam a independência da região Leste e Sul) só possuem mísseis terra-ar que alcançam 3.500 metros, bem abaixo dos 11.000 em que voava o avião da Malaysian Airlines. 

Vamos à hipóteses:

Ou Kiev (capital da Ucrânia onde está sediada a sua Junta Governamental pró-EUA) acertou o avião por engano, pois pretendia acertar o de Putin (foto acima mostra os dois aviões, o presidencial e o Boeing) que tinha feito o mesmo trajeto e assim pensavam enfraquecer a Rússia;

Ou acertaram propositalmente o da Malaysian para jogar a culpa nos separatistas e ganhar apoio para uma intervenção da OTAN/NATO para sufocar a revolução no Leste e Sul da Ucrânia; 

Ainda há uma terceira variante, combinada: o governo pretendia acertar o Putin para trazer a Rússia para a guerra e assim sabotar os esforços de Poroshenko, Putin e Merkel de fechar um acordo alargado 'inter-imperialista' para sufocar o Leste. Desta forma justificariam a ação da OTAN/NATO e iniciariam uma ofensiva contra a Rússia;

Por fim, há uma última hipótese: os EUA com suas forças na região derrubaram o avião para conseguir justificar uma intervenção da OTAN/NATO e apoiar o governo de Yatseniuk e assim frustrar os intentos de Poroshenko de um acordo com a Alemanha e Rússia de finlandização da Ucrânia, e também reforçar o poder de Yatseniuk. Mas, não fugirá de nenhuma destas hipóteses. 

A Rússia não tinha motivos para derrubar o avião da Malaysian, pelo contrário: se o fizesse iria criar o clima para uma intervenção contra si, ampliaria as sanções. 

Fonte: Comunidade Europa https://www.facebook.com/europa.noticias.reflexoes?fref=ts

COBERTURA DA GLOBO DE QUEDA DO AVIÃO NA UCRÂNIA É A REPRODUÇÃO DA VERSÃO AMERICANA




As Baterias de Mísseis BUK-M1 que segundo Waack, sem apresentar qualquer prova, teria derrubado o avião da Malaysian, Detalhe: os Rebeldes não tem o tal caro sistema de mísseis ou qualquer outro para derrubar aviões à uma altitude de 10 mil metros de altura.



Assistir o Jornal da Globo, com o jornalista William Waack, é presenciar uma das maiores formas de manipulação de massas de que se tem notícia... na edição do dia 17 de Julho, (Quinta-Feira) dia do fatídico acidente que vitimou 295 pessoas do Boeing 777 da Malaysia Airlines, ele foi categórico em afirmar "que o sistema de mísseis que atingiu o avião foi o BUK-M1"....

Vamos à verdade....

O BUK-M1 (na foto, acima) trata-se de um sistema caro e improvável que rebeldes voluntários Cossacos e  Chetniks que lutam ao lado dos milicianos pró-Rússia com poucos recursos tenham feito uso de equipamento tão sofisticado e caro para derrubar um avião comercial com 10.000 metros de altura.

Eles simplesmente não tem essas baterias de longo alcance.

O general Augusto Heleno, que ao contrário do William Waack, é especialista da área militar, [1] disse que o mais provável é que esse míssil tenha partido do Governo da Ucrânia, pois só um Governo poderia tê-lo, ao invés de 'Rebeldes' com recursos escassos.

Disse o General Heleno: "O aparato militar necessário para abater um avião do porte do Boeing 777 da Malaysia Airlines é bastante sofisticado e dificilmente seria utilizado por grupos rebeldes e sim por exército de países" [2]

Waack, em sua costumeira arrogância, também omitiu a informação segundo a qual havia dois caças Ucranianos que foram vistos seguindo o jato da Malaysian Airlines minutos antes da queda [3]

Sempre dizendo ouvir 'fontes americanas', (esquecendo-se, como deveria fazer o jornalismo isento, de ouvir fontes russas também) o âncora mais estadunidense da Globo, 'levantou'- por conta própria e sem basear-se em nada - duas hipóteses:  uma que o Míssil foi disparado ou pelos já citados rebeldes separatistas Pró-Rússia, ou do território da Rússia. Ou seja, "em ambos os casos a Rússia seria a responsável" disse, categórico, peremptório.

Ele, porém, além de descartar 'outras possibilidades', também isentou totalmente o suspeitíssimo (como explicou o general Augusto Heleno acima) Governo Ucraniano,  fantoche americano,  bem como o próprio Governo Americano, que há poucos dias tinha fornecido helicópteros Apache para o exército Ucraniano.

O Mais provável, é que tenha sido derrubado o avião para induzir uma escalada de violência e 'justificar' a OTAN entrar no jogo. [4]

Seja como for, as mentiras bem orquestradas com Washington de William Waack [5]  são a mais pura lavagem cerebral de que se tem notícia....


[1] O general Augusto Heleno foi comandante militar na Amazônia e o primeiro comandante das tropas de operação da ONU no Haiti.

[2]  O general Augusto Heleno fala que só um Governo, e não grupos de rebeldes, pode ter os mísseis que atingiram o Boeing http://noticias.band.uol.com.br/mundo/noticia/100000696013/aviao-teria-sido-abatido-por-exercito-de-pais.html

[3] Dois caças Ucranianos vistos juntos com o Boeing momentos antes de o mesmo ser abatido http://en.itar-tass.com/russia/741248

[4] Verdadeiro motivo que pode estar por trás de derrubada de avião  http://dedona.wordpress.com/2014/07/18/kiev-busca-un-efecto-lusitania-con-el-derribo-del-avion-de-air-malaysia-una-escalada-buscada-pedro-a-garcia-bibao/

[5] Ligações estreitas: William Waack prestou 'consultas' à diplomatas americanos http://www.folhapolitica.org/2013/07/wikileaks-william-waack-da-globo-e.html

Fotos do acidente http://portuguese.ruvr.ru/2014_07_18/photo-Boeing-malaio-com-300-passageiros-a-bordo-acidenta-na-Ucr-nia-18-5701/?slide-2

sábado, 12 de julho de 2014

O TRIBUNAL DA HISTÓRIA



Política

Ruy Fabiano

Entre os desserviços que a Era PT presta ao país, está o de tentar mudar sua história recente. Os heróis da resistência ao regime militar não foram os que apelaram à luta armada, que nada mais fizeram que fornecer pretextos para que o ambiente político se tornasse ainda mais espesso e adverso.
Foram as lideranças civis desarmadas – entre outros, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Paulo Brossard, Sobral Pinto e Raymundo Faoro – que agiram com desassombro, bom senso e eficácia, pondo fim à ditadura sem disparar um único tiro.
Com palavras – e nada mais que palavras -, conseguiram convencer os próprios governantes da ineficácia do regime que sustentavam e do desgaste que inevitavelmente recairia sobre as instituições armadas, se se perpetuassem no poder.
O papel do PT nesse processo, a partir de 1980, quando surge, é ambíguo, para dizer o mínimo. Nem é preciso recorrer à denúncia de Ruma Junior, no livro “Assassinato de Reputações”, de que Lula funcionava como informante do regime ao tempo em que mobilizava os sindicalistas para criar um partido. Pouco importa, do ponto de vista prático, se isso ocorreu.
O que importa é que o PT se empenhou em frustrar a estratégia das oposições de formar uma frente única contra o regime. Sabia-se que era propósito – e isso é fato histórico – do governo militar fragmentar as oposições para dividir-lhes os votos e vencer as eleições. E a isso o PT aderiu.
Não votou em Tancredo Neves no colégio eleitoral, expulsando três parlamentares seus que ousaram fazê-lo: Airton Soares, José Eudes e Beth Mendes. Opôs-se na sequência a todos os governos pós-redemocratização, infernizando-os com seguidos pedidos de CPI. “Quanto mais CPIs, melhor”, bradava Lula, o mesmo que, no poder, passou a sustentar o contrário.
Não foi a única contradição. Ao assumir a Presidência da República, o partido iria aliar-se a lideranças antagônicas, como José Sarney, a quem Lula chamava de “o grande ladrão do Planalto”, sendo responsável pela ressurreição de alguns oligarcas que antes combatia, como Jáder Barbalho e Fernando Collor de Mello, e o próprio Paulo Maluf.
Esse comportamento, descomprometido com a mais elementar coerência ou senso ético, bagunça o entendimento da História. A Comissão da Verdade, cuja contradição básica consiste em tornar juízes os que são parte no que se está julgando, faz crer que a luta armada foi o ponto alto da resistência e derrubada do regime e que não cometeu pecado algum, já que até seus erros, que não são poucos, são atribuídos ao adversário.
Ao mesmo tempo, transforma a anistia em algo a ser revogado. Nunca antes – neste e em qualquer país – alguém fez isso. Anistia significa perpétuo esquecimento – ou não é anistia. Não significa que não se deva saber o que ocorreu, até porque a História, além de memória, é o grande tribunal dos erros do passado. Mas a anistia não leva esses erros, por mais hediondos, para o futuro. Ou, repita-se, não é anistia.
A democracia brasileira, mais uma vez ameaçada por uma agenda autoritária, que inclui censura à mídia e aparelhamento ideológico do Estado (vide decreto 8.243), depende mais uma vez da ação de lideranças civis desarmadas.
Só que hoje, diferentemente do que ocorria nos anos 70, ao tempo da distensão política, promovida pelo general Geisel, não há sociedade civil organizada. Há sociedade civil aparelhada.
Não há na OAB um Raymundo Faoro, nem na ABI um Prudente de Moraes Neto (que representou a entidade dos jornalistas na interlocução com o regime em prol da redemocratização), nem no Congresso um Ulysses ou Tancredo.
O atual presidente da OAB, Marcus Vinicius Coelho, que mantém a entidade em silêncio desde sua posse, integra a lista dos candidatos à vaga de Joaquim Barbosa ao STF.
Todas essas instituições converteram-se à categoria de “movimentos sociais” e seguem a cartilha ideológica em curso. A reação depende hoje da sociedade civil desorganizada, com protestos aleatórios nas ruas e nas redes sociais, mas que tem nas próximas eleições a oportunidade de optar entre seguir em frente ou mudar. A opção não será entre candidatos, mas entre projetos, cujos efeitos hão de determinar o país não do próximo mandato, mas das próximas gerações.

Ruy Fabiano é jornalista
Fonte: Blog do Noblat

quinta-feira, 10 de julho de 2014

FUTEBOL BRASILEIRO VIVE ENCRUZILHADA









Compartilho da opinião de que a comissão técnica da seleção foi a grande vilã, (Scollari, Parreira, Murtosa) são ultrapassados e de repertório nada moderno comparado aos outros técnicos da Copa. Parreira tinha voltado inclusive de aposentadoria. Ele tinha feito papelão treinando a África do Sul na última Copa em 2010 e entrado na história com aquela seleção pois pela primeira vez uma anfitriã era eliminada na 1ª fase. Felipão havia rebaixado o Palmeiras em seu último trabalho em clube. O time e a forma equivocada de como a seleção jogou mostra bem o nível deles. Porém colocar quem no lugar? eis a primeira encruzilhada.Técnico Brasileiro com repertório moderno não há. Fala-se em estrangeiro, (sou a favor). Outra 'encruzilhada': O Futebol Brasileiro tem que fazer uma profunda reforma, tem que ter planejamento e se estruturar.... e como fazer isso se sua dona, CBF, (é...não sabia? o futebol Brasileiro tem dono) é avessa à mudanças estruturais e a planejamento de longo prazo?

Para ilustrar nossa opinião, compartilho o artigo com uma análise excelente que aprofunda o tema:

por Paulo André (do Blog do Juca Kfouri)



Para não parecer oportunista, apesar de estar lutando publicamente contra as mazelas do nosso futebol há um bom tempo, decidi não escrever sobre o jogo, os sete gols, a comissão técnica, etc..
O resultado da partida e a consequente eliminação do Brasil não alteram, em nada, a minha opinião sobre a crise existencial que arrasa o futebol brasileiro há mais de uma década.
Porém, devo confessar que o título, se conquistado fosse, me assustaria na mesma medida de grandeza que me assustou esta impressionante derrota. No fim, a vitória (pela qual eu torci) também não influenciaria a minha análise, apesar de eu saber que passaria os próximos 10 anos falando às moscas, como faz, desde 2002, o meu querido amigo, visionário e fundador da Universidade do Futebol, Prof. Medina.
Nos últimos dias muito se falou, muito se escreveu e muito se criticou.
O que só fez aumentar o meu temor com relação ao futuro.
Digo isto porque este filme é uma cópia fidedigna do que aconteceu na derrota do Santos para o Barcelona, em 2011.
Aquele jogo deixou a mesma péssima impressão, de homens jogando contra meninos; causou os mesmos óbvios questionamentos (exaustivamente mastigados pela crítica) e, promoveu uma tentativa de caça as bruxas, mudança de mentalidade e “evolução tática” que em nada resultou.
O buraco é muito mais embaixo.
Os que dirigem o futebol nacional não deram as caras, se esconderam em ambas oportunidades. Como de costume, evitaram e evitarão ao máximo falar sobre as propostas para o futuro pois não entendem bulhufas do que deve ser feito. Entendem de política, de se manter no poder, de explorar o futebol, de mamar nas tetas da vaca.
E como disse o senhor José Maria Marin na primeira reunião do Bom Senso na CBF: “Posso afirmar que não temos nada a aprender com ninguém de fora, principalmente no futebol. Sempre tivemos os melhores do mundo no Brasil. Já vencemos cinco vezes a Copa”.
Ninguém tem necessidade daquilo que desconhece. “Coitado”, ele e seus pares achavam que tudo ia muito bem e que o talento bruto resolveria a questão. Não fazem ideia de que a Seleção Brasileira é o menor, apenas a ponta do iceberg (incrível dizer isso depois de tomar de 7), dos problemas do nosso futebol.
Devemos aceitar esta derrota como mais uma das muitas importantes lições que a Copa nos trouxe até aqui. Se a procura por um legado era apenas para justificar o excesso dos gastos públicos, agora passou a ser o último lampejo de dignidade. Então proponho uma solução ao caos, DEMOCRATIZEM A CBF e salvem o futebol brasileiro.
Campeões, Bicampeões, Tricampeões, Tetracampeões, Pentacampeões, vocês que construíram o futebol brasileiro dentro de campo, estão convocados.
Precisamos de vocês, precisamos ainda mais dos que já provaram sua capacidade fora de campo, gerindo, planejando, vivenciando o que há de melhor no futebol contemporâneo mundial.
Leonardo, Raí, Cafu, Juninho Pernambucano, Kaká, Ricardo Gomes, Roque Junior, Edmilson, Juninho Paulista, Vagner Mancini, Tite, Paulo Autuori e tantos outros, venham, passou da hora de discutirmos um plano de desenvolvimento nacional do futebol, de criarmos regras e licenças para capacitar os novos treinadores, de formar melhor as nossas jovens promessas, de desenvolver ou resgatar o estilo de jogo brasileiro, de proteger as boas práticas de gestão, de punir os infratores, de trazer a família de volta aos estádios de futebol, etc…
Se a CBF não promove esse debate, montemos a nossa Seleção fora dos gramados para desbancar a paralisia da entidade e desatar os nós das amarras políticas que impedem o desenvolvimento, a transparência e a democracia do nosso futebol.
Não os queremos apenas para que deem a cara e tenham a imagem explorada como aconteceu com alguns de nossos companheiros nos últimos anos. Queremos sua experiência, sua paixão pelo esporte, sua alma vencedora e incansável para concretizar mudanças significativas a longo prazo. Acadêmicos, cientistas, estudiosos também são bem vindos, o conhecimento de vocês é fundamental na construção de um novo rumo.
À imprensa e ao torcedor, digo: Não esperem milagres, não acreditem em soluções mágicas como uma simples troca de comissão técnica ou o aparecimento de um novo Neymar. Se o planejamento e o trabalho forem executados por pessoas competentes, apaixonadas e com conhecimento técnico em cada uma das diversas dimensões do futebol, ainda assim, levaremos pelo menos 10 anos para chegar lá. Uma caminhada de mil milhas começa com um simples primeiro passo.
PS: Explicarei no próximo texto o que quero dizer com democratizar a CBF, o gol que pode salvar a Copa








quarta-feira, 9 de julho de 2014

O FUTURO PEDE PASSAGEM




(Clique na imagem para ampliar)

por Ilimar Franco


A crise dos partidos, dos sindicatos, das associações e das entidades só está começando. A internet está retirando protagonismo dessas organizações e abrindo espaço para dar vida à iniciativa política de cidadãos comuns sem passar pela triagem dos gurus ou ter de ser amigo do rei.

Sites de abaixo-assinados, como Change.org, Avaaz, Petição Pública, Abaixo-Assinado.org e Ativismo, estão destronando as velhas formas de fazer política. Um exemplo disso ocorreu agora, na Copa.

Um abaixo-assinado virtual, com cerca de 17 mil assinaturas, foi o suficiente para que a Fifa abrisse a Arena Fonte Nova (BA) para que as baianas do acarajé vendessem a iguaria.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ITINERÁRIO DA ANTIGA ESTRADA DE FERRO BELÉM-BRAGANÇA



Clique na Imagem para Ampliar
                                                               

sexta-feira, 4 de julho de 2014

26 ANOS DEPOIS, REFLEXÃO SOBRE O COVARDE ATAQUE DA FROTA AMERICANA A UM AVIÃO COMERCIAL IRANIANO






Em 3 de julho de 1988, (portanto, exatamente há 26 anos) um avião iraniano com 290 passageiros foi abatido por mísseis lançados pela frota USS Vincennes da Marinha dos Estados Unidos que estava no Golfo Pérsico.

O número do vôo 655 da empresa Iran Air  estava cobrindo a rota do Irã para Dubai. Ninguém imaginava que, em poucos minutos, todos a bordo, incluindo 60 crianças, (há relatos de 66 crianças, nota do Blogueiro) poderiam ser alvo de um míssil lançado pela Marinha os EUA.

A princípio os EUA, que tinham descarregado sua raiva em um avião comercial pela vitória da Revolução Islâmica no Irã e a coragem e a força demonstrada pelo país durante a guerra imposta pelo antigo regime do partido Baath no Iraque, tentou lavar as mãos da responsabilidade que lhe foi imposta pelos fatos.

Por esta razão, alegou que os oficiais a bordo do barco tinham confundido o avião comercial com um de combate iraniano, o F-14 Tomcat.

A falsidade desta desculpa veio à tona quando se descobriu que o navio da Marinha dos EUA tinham os melhores sistemas de rastreamento e comunicação, e poderiam facilmente ter reconhecido o avião iraniano ou entrar em contato com ele para pedir a identificação.

Autoridades norte-americanas, que pouco depois selaram sua inimizade com o Irã concedendo uma medalha de honra ao capitão da frota e, em seguida, tentou justificar que o avião iraniano era militar, uma desculpa que também foi desmentida com a divulgação de fotos de crianças mortas e mulheres flutuando na água.

A comunidade internacional (influenciada pela mídia Ocidental comprada por Washington, nota do Blogueiro) também tentou fazer vista grossa para a tragédia, mas como o passar do tempo, a voz da justiça não parou até os seis anos mais tarde, finalmente, o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) de Haia emitiu uma julgamento, de acordo com o qual os EUA teve que pagar uma indenização tanto ao país persa quanto às famílias das vítimas.

Embora os EUA tenha pago ao país persa a indenização, nunca pediu desculpas às famílias afetadas pelo que ele tinha feito usando seus lançadores de mísseis assassinos de sua frota, nem pelo vazio deixado para sempre no coração da nação persa.

A tragédia é, sem dúvida, uma das muitas razões pelas quais os iranianos não acreditam na máscara de "defensor dos direitos humanos" que se colocam nos EUA.

Quando este país estadunidense faz declarações hipócritas deste tipo, são revividas nas mentes da memória da nação persa os 290 corpos boiando na água, e a certeza de que os EUA seriam capazes de qualquer atrocidade quando são ameaçados os seus interesses.

Fonte: FanPage "Los Hijos de San Jorge"

NOTA DO BLOGUEIRO

Só queria acrescentar sobre o cinismo do Governo dos EUA de dizer que se "confundiu"  um avião comercial com um de combate. O jato da avião civil iraniana era enorme e voava na velocidade de jatos comerciais, e não na velocidade de um jato pequeno de combate que se move rapidamente, portanto, eles mentiram na época de forma deslavada e cínica, pois é muito fácil de identificar. E o mais grave, é que o avião comercial iraniano voava ainda em espaço aéreo do seu país.

Mais inacreditável ainda, foi a reação da tripulação da frota Americana comemorando o avião abatido, ou seja comemorando a morte de 290 inocentes passageiros!,  e o capitão e alguns tripulantes foram condecorados com medalhas!

Dá para acreditar nisso?

Veja abaixo um vídeo da Emissora RT que fala a respeito do aniversário deste triste episódio e que compreendamos o porque do sentimentos dos Iranianos em relação ao Governo Americano, que por sua vez demonizam através de sua imprensa-comprada aquele país Persa como sendo 'do mal' mas que na verdade os persas - que nunca foram ameaça ao povo americano - só se opõem valentemente ao verdadeiro mal que é a agenda hegemônica de Washington.

Eis o Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=jeVoBGCSCkU#t=94





O Dia em que os EUA mataram 290 civis inocentes -->  http://www.iranews.com.br/noticia/12410/o-dia-em-que-os-eua-mataram-290-civis-inocentes