sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

"O preço da omissão". Por Miriam Leitão


Presidente Dilma Rousseff: Sua omissão pode gerar um perigoso conflito entre Estados, de consequências potencialmente desastrosas.



De novo, houve falha geral da liderança em relação aos royalties do petróleo. Líderes lavaram as mãos e não assumiram funções indelegáveis. Desde o começo, a Presidência da República não fez o papel de defender o pacto federativo. Na noite de quarta-feira, o senador José Sarney se omitiu, e uma deputada fraca e sem liderança achou que poderia mais do que po
de.

O governo tomou a iniciativa de provocar o conflito em torno do dinheiro do petróleo, quando propôs a mudança do marco regulatório sem dizer exatamente como faria a redistribuição dos impostos. Era necessário rediscutir a divisão do bolo, diante do fato de que a perspectiva de arrecadação havia subido muito com o pré-sal, mas o então presidente Lula tinha que saber que isso atiçaria a cobiça sobre todos os recursos do petróleo. E que Rio de Janeiro e Espírito Santo são minoria e seriam esmagados pela união dos outros.

Ao incentivar a cobiça e abdicar do papel de comandar o processo, o presidente Lula e, depois, a presidente Dilma abriram mão de uma função que é unicamente da Presidência da República: a de salvaguardar o pacto entre os entes federados.

Dilma vetou, mas não comandou sequer o seu partido; uma dubiedade que só aumenta a confusão. Vetou o que era mais absurdo, como a mudança de contratos já em vigor, mas o PT liberou sua bancada, e o presidente da Câmara, Marco Maia, sempre trabalhou pela manutenção da lei como ela foi aprovada no Congresso. Ao vetar, ela agradou a dois estados; ao se omitir e não liderar a base governista, ela agradou a todos os outros.

O senador José Sarney aproveitou a oportunidade perfeita e fugiu da área da confusão. Com a desculpa de que à noite ocuparia a Presidência da República, ele abandonou o tema e assim atendeu ao pedido da sua filha, Roseana Sarney, para ajudar a manter o projeto aprovado no Congresso. Típico de Sarney: não se comprometer, não escolher, fingir estar com um lado estando, de fato, com o outro.

A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) achou que era uma boa oportunidade para pavimentar sua ambição de presidir a Câmara. Fracassou. A balbúrdia que não conseguiu controlar mostra que ela não tem a liderança que imaginava ter. É uma temeridade deixar que um assunto que fratura a federação seja conduzido com todos se omitindo e com as ambições falando mais alto do que o bom senso.

O Rio, o Espírito Santo e os municípios que hoje recebem as partes maiores dos royalties teriam mesmo que ceder em relação à arrecadação futura dos impostos que incidem sobre o petróleo, mas o que está para ser consagrado pelo Congresso é mais grave e tem repercussões para além do petróleo. Fica estabelecido que na Federação brasileira vale a lei do mais forte, em qualquer tema, porque os líderes não liderarão e usarão a ambiguidade para fugir de suas responsabilidades quando houver bolas divididas.

Há assuntos que o Congresso deve comandar, mas sempre que estiver em questão o equilíbrio federativo a Presidência da República tem o dever de presidir todas as etapas do processo.

Não há uma boa solução agora. A saída de brigar na Justiça cria mais insegurança e mais tensão. A declaração da presidente Dilma, que já não há mais nada que possa fazer, só confirma que foi isso: ela se omitiu quando deveria liderar, vetou e não trabalhou pela aceitação do veto, e deixará que os estados briguem. Estados que estão submetidos à União que ela preside. Conflitos federativos devem ser evitados antes de serem iniciados. Depois, é sempre mais difícil resolver.

No caso do petróleo nós estamos no pior dos mundos. A mudança do marco regulatório e a demora na decisão sobre a redivisão do bolo tributário paralisaram as novas rodadas de licitação. O Brasil tem produzido menos e está esgotando o que foi licitado em outras rodadas. Nesse vazio, a perspectiva é de produção cada vez menor. O Brasil vive uma séria crise federativa em torno de recursos que estão ficando mais incertos. Não estamos garantindo a riqueza do petróleo, mas já estamos vivendo sua maldição. O Brasil está em conflito em torno de recursos que nem sabe se conseguirá.



Alguém pode dar um recado ao Ministro Guido Mantega?






Alguém avisa ao ministro da economia, Guido Mantega, que para um país crescer é preciso investir em infra-estrutura, educação de qualidade, pesquisa, diminuir impostos, e  acabar com a burocracia?

Sem competitividade não há crescimento!

Acorda Cidadão!

Fonte: https://www.facebook.com/Acorda.Cidadao.Oficial?fref=ts


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Aécio Neves: concentração de recursos no governo federal é raiz dos problemas do Brasil




Foto: Geoge Gianni/ PSDB
O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou, nesta quarta-feira (12/12), que a concentração de recursos na União é a raiz dos mais graves problemas do país. A declaração foi dada na abertura do Congresso Brasileiro de Gestão Pública Municipal, que reuniu prefeitos em Brasília, organizado pela Frente Parlamentar da Gestão Pública. Aécio Neves lembrou a grave situação fiscal enfrentada por estados e municípios, agravada pelas medidas do governo federal que têm retirado recursos das prefeituras.
“A raiz maior dos graves problemas que o Brasil vive hoje está na concentração absoluta e absurda dos recursos tributários nas mãos da União. Recente reunião do Confaz, dos secretários da Fazenda, mostrou que, dos 27 estados, 15 estão com dificuldades de fechar suas contas em dezembro. Houve uma perda média de 15% das receitas dos estados entre 2011 e 2012. O governo federal é pouco generoso com a Federação. Toma atitudes absolutamente autoritárias”, afirmou Aécio.
Estavam presentes o presidente da Frente Parlamentar, deputado federal Luiz Pittman (PMDB/DF), o empresário Jorge Gerdau, o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, os senadores Valdir Raupp (PMDB/RO) e Pedro Taques (PDT/MT) e o vice-governador do Ceará, Domingos Filho, além de deputados, prefeitos e gestores.
Ao comentar a postura do Partido dos Trabalhadores (PT) diante da revelação de um novo escândalo, com a suposta participação do ex-presidente Lula no mensalão, Aécio disse que a preocupação excessiva do PT com a criação de um projeto de poder, ao invés de priorizar o desenvolvimento do país, é uma ameaça à federação. “O que temos que lamentar como cidadãos é essa dificuldade que o PT sempre teve de separar o que é público do que é privado, de confundir interesses partidários com interesses de Estado. O PT abdicou, abriu mão há muito tempo de ter um projeto de país reformador, transformador, descentralizador, para se concentrar em ter um projeto exclusivamente de poder. E é exatamente essa busca da eternização do poder que leva à confusão entre público e privado e às denúncias sucessivas que o Brasil assiste horrorizado a cada dia”, afirmou.
O senador tucano reiterou que tem plena confiança nas instituições públicas. “A Procuradoria-Geral da República e a justiça brasileira têm demonstrado independência e altivez. É isso que faz com que a nossa democracia seja sólida, como tem demonstrado ser”, destacou.
Aécio enfatizou ainda o papel da oposição na cobrança da ética e da idoneidade do governo federal, na expectativa para que sejam abertas novas investigações para apurar as declarações do publicitário Marcos Valério ao Ministério Público. “Na verdade, é difícil até para nós acompanharmos e reagirmos a tantos escândalos de tão sucessivos que eles se tornaram”.
Baixo investimento federal
Durante o evento, o senador tucano citou áreas fundamentais para o Brasil que sofrem com a baixa participação financeira do governo federal, como saúde, educação e segurança pública.
“Hoje, cerca de 66% de tudo que se arrecada no Brasil está concentrado nas mãos da União. Mas, na área de segurança pública, em 2011, 87% de tudo investido vêm dos cofres municipais e estaduais e apenas 13% da União. Em transportes, 63% dos estados e municípios e 37% da União. Na educação, 76% vêm das arrecadações estaduais e municipais. Na habitação, são 93%. Na saúde, estados e municípios participam com 64%, a União com 36%. E, há doze anos, a União participava com 44%”, disse o senador em palestra.
Contribuições x Impostos
Aécio Neves lembrou que o impacto de medidas como a redução do IPI nos cofres estaduais e municipais, não é ressarcida pelo governo federal e o aumento das contribuições perante os impostos ajuda a explicar a concentração financeira da União. “Tive o privilégio de ser deputado constituinte. Em 1988, a soma das contribuições, que são os impostos não compartilhados com estados e municípios pela União, representava algo em torno de 12% a 15% do total arrecadado pelo IPI mais imposto de renda, que constituem a cesta do fundo a ser repartido entre estados e municípios. Hoje, as contribuições representam mais de 120% daquilo que se arrecada com IPI e com imposto de renda. E, toda vez que o governo anuncia a redução do IPI, seja no setor automotivo, seja na linha branca ou em qualquer outro setor, ele está obviamente interferindo nas receitas dos estados e dos municípios”, ressaltou.
Gestão de qualidade
O senador Aécio citou três fatores que considera essenciais para uma boa administração. Segundo ele, a meritocracia, a transparência e a administração por resultados formam o tripé de uma gestão pública de qualidade. “Para a boa gestão pública, é preciso que se construa um tripé. Em primeiro lugar, passa pela meritocracia. Não se administra solitariamente absolutamente nada, é preciso uma equipe qualificada. Os indicados em Minas Gerais, por exemplo, têm que passar por uma certificação feita por órgão externo ao governo, no caso a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A transparência é outra parte fundamental, pois é dela que advém o apoio da sociedade – sem esse apoio, transpor barreiras, muitas delas impopulares, fica muito difícil. O terceiro tripé é aquilo que implementamos em Minas e muitos outros governadores Brasil afora vêm fazendo e prefeitos se interessando, que é o que chamamos de Estado para Resultados: metas a serem alcançadas. E a remuneração a partir do alcance dessas metas”.
Assessoria de Imprensa do Diretório Nacional do PSDB

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Projeto de ‘cura gay’ avança na Câmara



Briga a vista
O deputado Roberto Lucena (PV) deu ontem parecer favorável ao polêmico projeto da ‘cura gay’ na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Apresentado pelo goiano João Campos, a proposta tenta regulamentar o tratamento psicológico para a “cura do homossexualismo” (Mais detalhes em De Onde Saiu a Ideia).
O avanço do projeto já gerou polêmica. O Conselho Regional de Psicologia de São Paulo já recolheu mais de 15 000 assinaturas virtuais contra a proposta.

Por Lauro Jardim

Nota do Blog: Enquanto projeto absurdo como este avança, o país retrocede......

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Empresa Paraense de Cervejas com frutas amazônicas é destaque no Portal dos Administradores


Empresa lança três novas cervejas feitas com frutos da Amazônia

Red Ale Priprioca, IPA Cumaru e Açaí Stout são os novos sabores produzidos com ingredientes da região

A Amazônia é a maior floresta tropical do mundo e a fim de explorar esses recursos, a Cervejaria Amazon Beer, de Belém do Pará criou novos sabores inspirados na região. Com a colaboração do mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli foram criadas três novas cervejas, Red Ale Priprioca, IPA Cumaru e Açaí Stout.


Fruto tradicional da região norte do Brasil, a Priprioca serviu de inspiração para criar a Red Ale Priprioca. Maturada com a raiz do fruto, a cerveja apresenta notas herbais, frutadas e amadeiradas. A IpaCumaru é maturada com sementes de Cumaru, também conhecida como baunilha da Amazônia e que possui propriedades medicinais.

Entre os índios, essa semente é conhecida como tônico cardíaco. Já a Açaí Stout – estilo Dry Stout - apresenta notas de café, toffee, chocolate, malte torrado e traz a força e a energia do açaí, um dos frutos mais conhecidos da região. 
Fonte: Portal dos Administradores >>> http://www.administradores.com.br/

Prefeitura de Paragominas se manifesta sobre ataques em Nova Esperança do Piriá







Por imprecisão de informações e pela Reserva abranger vários municípios, foi noticiado que a área onde o do taque teria acontecido ficava dentro do município de Paragominas, quando na verdade, fica em Nova Esperança do Piriá e por madeireiros daquela região. Em nota, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, (na foto, acima) afirma que já denunciou várias vezes, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a extração ilegal de madeira na Reserva em terras do “Piriá”. Segundo ele, “madeireiros daquele município entram pelos fundos, em pequena parte da reserva no território de Paragominas”.

“Entramos em contato com o Ministério Público Federal e colocamos o município de Paragominas a disposição do Ibama no sentido de ceder, se preciso, caminhões para transportar máquinas apreendidas, além de disponibilizar local adequado para guardar bens e máquinas, ônibus para transportar a PM para a estrada que dá acesso à Nova Esperança do Piriá”, afirma Demachki.

Segundo informações do MPF, a madeira foi apreendida em 2011 depois de ser extraída ilegalmente de dentro da terra Indígena, mas só agora o Ibama pôde fazer cubagem, para posterior retirada. Os policiais e fiscais teriam sido surpreendidos pelos madeireiros, que atiraram contra a equipe. Ainda de acordo com o órgão federal, não há notícia de feridos, mas dois policiais militares e o índio Valdecir Tembé estão desaparecidos.

[Atualização 4/12/2012] – Segundo informações dos jornais Diário do Pará e O Liberal, o índio Valdecir Tembé já foi encontrado e passa bem.

Sobre o caso

Nova Esperança do Piriá foi palco de mais um ataque.  Madeireiros que atuam no município atacaram fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), policiais militares e índios no sábado (3). A equipe de agentes fazia a retirada de madeira apreendida dentro do território de índios Tembé, na Reserva Indígena Alto Rio Guamá, na área localizada dentro do município de Nova Esperança do Piriá. A Reserva indígena fica no limite do Estado do Pará com o Maranhão, em territórios de 6 municípios paraenses: Paragominas, Garrafão do Norte, Santa Luzia do Pará, Nova Esperança do Piriá, Capitão Poço e Cachoeira do Piriá.

Texto: assessoria de imprensa da Prefeitura de Paragominas e Programa Municípios Verdes