quinta-feira, 10 de julho de 2014

FUTEBOL BRASILEIRO VIVE ENCRUZILHADA









Compartilho da opinião de que a comissão técnica da seleção foi a grande vilã, (Scollari, Parreira, Murtosa) são ultrapassados e de repertório nada moderno comparado aos outros técnicos da Copa. Parreira tinha voltado inclusive de aposentadoria. Ele tinha feito papelão treinando a África do Sul na última Copa em 2010 e entrado na história com aquela seleção pois pela primeira vez uma anfitriã era eliminada na 1ª fase. Felipão havia rebaixado o Palmeiras em seu último trabalho em clube. O time e a forma equivocada de como a seleção jogou mostra bem o nível deles. Porém colocar quem no lugar? eis a primeira encruzilhada.Técnico Brasileiro com repertório moderno não há. Fala-se em estrangeiro, (sou a favor). Outra 'encruzilhada': O Futebol Brasileiro tem que fazer uma profunda reforma, tem que ter planejamento e se estruturar.... e como fazer isso se sua dona, CBF, (é...não sabia? o futebol Brasileiro tem dono) é avessa à mudanças estruturais e a planejamento de longo prazo?

Para ilustrar nossa opinião, compartilho o artigo com uma análise excelente que aprofunda o tema:

por Paulo André (do Blog do Juca Kfouri)



Para não parecer oportunista, apesar de estar lutando publicamente contra as mazelas do nosso futebol há um bom tempo, decidi não escrever sobre o jogo, os sete gols, a comissão técnica, etc..
O resultado da partida e a consequente eliminação do Brasil não alteram, em nada, a minha opinião sobre a crise existencial que arrasa o futebol brasileiro há mais de uma década.
Porém, devo confessar que o título, se conquistado fosse, me assustaria na mesma medida de grandeza que me assustou esta impressionante derrota. No fim, a vitória (pela qual eu torci) também não influenciaria a minha análise, apesar de eu saber que passaria os próximos 10 anos falando às moscas, como faz, desde 2002, o meu querido amigo, visionário e fundador da Universidade do Futebol, Prof. Medina.
Nos últimos dias muito se falou, muito se escreveu e muito se criticou.
O que só fez aumentar o meu temor com relação ao futuro.
Digo isto porque este filme é uma cópia fidedigna do que aconteceu na derrota do Santos para o Barcelona, em 2011.
Aquele jogo deixou a mesma péssima impressão, de homens jogando contra meninos; causou os mesmos óbvios questionamentos (exaustivamente mastigados pela crítica) e, promoveu uma tentativa de caça as bruxas, mudança de mentalidade e “evolução tática” que em nada resultou.
O buraco é muito mais embaixo.
Os que dirigem o futebol nacional não deram as caras, se esconderam em ambas oportunidades. Como de costume, evitaram e evitarão ao máximo falar sobre as propostas para o futuro pois não entendem bulhufas do que deve ser feito. Entendem de política, de se manter no poder, de explorar o futebol, de mamar nas tetas da vaca.
E como disse o senhor José Maria Marin na primeira reunião do Bom Senso na CBF: “Posso afirmar que não temos nada a aprender com ninguém de fora, principalmente no futebol. Sempre tivemos os melhores do mundo no Brasil. Já vencemos cinco vezes a Copa”.
Ninguém tem necessidade daquilo que desconhece. “Coitado”, ele e seus pares achavam que tudo ia muito bem e que o talento bruto resolveria a questão. Não fazem ideia de que a Seleção Brasileira é o menor, apenas a ponta do iceberg (incrível dizer isso depois de tomar de 7), dos problemas do nosso futebol.
Devemos aceitar esta derrota como mais uma das muitas importantes lições que a Copa nos trouxe até aqui. Se a procura por um legado era apenas para justificar o excesso dos gastos públicos, agora passou a ser o último lampejo de dignidade. Então proponho uma solução ao caos, DEMOCRATIZEM A CBF e salvem o futebol brasileiro.
Campeões, Bicampeões, Tricampeões, Tetracampeões, Pentacampeões, vocês que construíram o futebol brasileiro dentro de campo, estão convocados.
Precisamos de vocês, precisamos ainda mais dos que já provaram sua capacidade fora de campo, gerindo, planejando, vivenciando o que há de melhor no futebol contemporâneo mundial.
Leonardo, Raí, Cafu, Juninho Pernambucano, Kaká, Ricardo Gomes, Roque Junior, Edmilson, Juninho Paulista, Vagner Mancini, Tite, Paulo Autuori e tantos outros, venham, passou da hora de discutirmos um plano de desenvolvimento nacional do futebol, de criarmos regras e licenças para capacitar os novos treinadores, de formar melhor as nossas jovens promessas, de desenvolver ou resgatar o estilo de jogo brasileiro, de proteger as boas práticas de gestão, de punir os infratores, de trazer a família de volta aos estádios de futebol, etc…
Se a CBF não promove esse debate, montemos a nossa Seleção fora dos gramados para desbancar a paralisia da entidade e desatar os nós das amarras políticas que impedem o desenvolvimento, a transparência e a democracia do nosso futebol.
Não os queremos apenas para que deem a cara e tenham a imagem explorada como aconteceu com alguns de nossos companheiros nos últimos anos. Queremos sua experiência, sua paixão pelo esporte, sua alma vencedora e incansável para concretizar mudanças significativas a longo prazo. Acadêmicos, cientistas, estudiosos também são bem vindos, o conhecimento de vocês é fundamental na construção de um novo rumo.
À imprensa e ao torcedor, digo: Não esperem milagres, não acreditem em soluções mágicas como uma simples troca de comissão técnica ou o aparecimento de um novo Neymar. Se o planejamento e o trabalho forem executados por pessoas competentes, apaixonadas e com conhecimento técnico em cada uma das diversas dimensões do futebol, ainda assim, levaremos pelo menos 10 anos para chegar lá. Uma caminhada de mil milhas começa com um simples primeiro passo.
PS: Explicarei no próximo texto o que quero dizer com democratizar a CBF, o gol que pode salvar a Copa








quarta-feira, 9 de julho de 2014

O FUTURO PEDE PASSAGEM




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por Ilimar Franco


A crise dos partidos, dos sindicatos, das associações e das entidades só está começando. A internet está retirando protagonismo dessas organizações e abrindo espaço para dar vida à iniciativa política de cidadãos comuns sem passar pela triagem dos gurus ou ter de ser amigo do rei.

Sites de abaixo-assinados, como Change.org, Avaaz, Petição Pública, Abaixo-Assinado.org e Ativismo, estão destronando as velhas formas de fazer política. Um exemplo disso ocorreu agora, na Copa.

Um abaixo-assinado virtual, com cerca de 17 mil assinaturas, foi o suficiente para que a Fifa abrisse a Arena Fonte Nova (BA) para que as baianas do acarajé vendessem a iguaria.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

ITINERÁRIO DA ANTIGA ESTRADA DE FERRO BELÉM-BRAGANÇA



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sexta-feira, 4 de julho de 2014

26 ANOS DEPOIS, REFLEXÃO SOBRE O COVARDE ATAQUE DA FROTA AMERICANA A UM AVIÃO COMERCIAL IRANIANO






Em 3 de julho de 1988, (portanto, exatamente há 26 anos) um avião iraniano com 290 passageiros foi abatido por mísseis lançados pela frota USS Vincennes da Marinha dos Estados Unidos que estava no Golfo Pérsico.

O número do vôo 655 da empresa Iran Air  estava cobrindo a rota do Irã para Dubai. Ninguém imaginava que, em poucos minutos, todos a bordo, incluindo 60 crianças, (há relatos de 66 crianças, nota do Blogueiro) poderiam ser alvo de um míssil lançado pela Marinha os EUA.

A princípio os EUA, que tinham descarregado sua raiva em um avião comercial pela vitória da Revolução Islâmica no Irã e a coragem e a força demonstrada pelo país durante a guerra imposta pelo antigo regime do partido Baath no Iraque, tentou lavar as mãos da responsabilidade que lhe foi imposta pelos fatos.

Por esta razão, alegou que os oficiais a bordo do barco tinham confundido o avião comercial com um de combate iraniano, o F-14 Tomcat.

A falsidade desta desculpa veio à tona quando se descobriu que o navio da Marinha dos EUA tinham os melhores sistemas de rastreamento e comunicação, e poderiam facilmente ter reconhecido o avião iraniano ou entrar em contato com ele para pedir a identificação.

Autoridades norte-americanas, que pouco depois selaram sua inimizade com o Irã concedendo uma medalha de honra ao capitão da frota e, em seguida, tentou justificar que o avião iraniano era militar, uma desculpa que também foi desmentida com a divulgação de fotos de crianças mortas e mulheres flutuando na água.

A comunidade internacional (influenciada pela mídia Ocidental comprada por Washington, nota do Blogueiro) também tentou fazer vista grossa para a tragédia, mas como o passar do tempo, a voz da justiça não parou até os seis anos mais tarde, finalmente, o Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) de Haia emitiu uma julgamento, de acordo com o qual os EUA teve que pagar uma indenização tanto ao país persa quanto às famílias das vítimas.

Embora os EUA tenha pago ao país persa a indenização, nunca pediu desculpas às famílias afetadas pelo que ele tinha feito usando seus lançadores de mísseis assassinos de sua frota, nem pelo vazio deixado para sempre no coração da nação persa.

A tragédia é, sem dúvida, uma das muitas razões pelas quais os iranianos não acreditam na máscara de "defensor dos direitos humanos" que se colocam nos EUA.

Quando este país estadunidense faz declarações hipócritas deste tipo, são revividas nas mentes da memória da nação persa os 290 corpos boiando na água, e a certeza de que os EUA seriam capazes de qualquer atrocidade quando são ameaçados os seus interesses.

Fonte: FanPage "Los Hijos de San Jorge"

NOTA DO BLOGUEIRO

Só queria acrescentar sobre o cinismo do Governo dos EUA de dizer que se "confundiu"  um avião comercial com um de combate. O jato da avião civil iraniana era enorme e voava na velocidade de jatos comerciais, e não na velocidade de um jato pequeno de combate que se move rapidamente, portanto, eles mentiram na época de forma deslavada e cínica, pois é muito fácil de identificar. E o mais grave, é que o avião comercial iraniano voava ainda em espaço aéreo do seu país.

Mais inacreditável ainda, foi a reação da tripulação da frota Americana comemorando o avião abatido, ou seja comemorando a morte de 290 inocentes passageiros!,  e o capitão e alguns tripulantes foram condecorados com medalhas!

Dá para acreditar nisso?

Veja abaixo um vídeo da Emissora RT que fala a respeito do aniversário deste triste episódio e que compreendamos o porque do sentimentos dos Iranianos em relação ao Governo Americano, que por sua vez demonizam através de sua imprensa-comprada aquele país Persa como sendo 'do mal' mas que na verdade os persas - que nunca foram ameaça ao povo americano - só se opõem valentemente ao verdadeiro mal que é a agenda hegemônica de Washington.

Eis o Vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=jeVoBGCSCkU#t=94





O Dia em que os EUA mataram 290 civis inocentes -->  http://www.iranews.com.br/noticia/12410/o-dia-em-que-os-eua-mataram-290-civis-inocentes


quinta-feira, 26 de junho de 2014

GOVERNO FEDERAL DO PT MENTE EM PROPAGANDA INSTITUCIONAL






Por Nicias Ribeiro*

Assistindo a TV Globo,ví uma propaganda institucional do Governo Federal informando que a "Hidrelétrica de Belo Monte,que está sendo construída no Pará, é a maior obra em andamento no Brasil e faz parte do PAC". Adiante, fala do Linhão Tucuruí - Manaus / Macapá que está totalmente concluído e em plena operação, desde dezembro passado.

É claro que essa notícia, sendo veiculada por propaganda institucional do Governo Federal, leva as pessoas a imaginarem que essas obras sejam financiadas com recursos do Tesouro Nacional, o que não é verdade, uma vez que essas obras são da iniciativa privada.

Na verdade,a Hidrelétrica de Belo Monte pertence a empresa NORTE ENERGIA S.A. Já o Linhão Tucuruí -Manaus/Macapá pertence a uma empresa espanhola chamada ISOLUX.

E mais : como se trata de concessão ganha em leilão, além da União não investir nenhum centavo nos citados empreendimentos, como quis fazer crer a propaganda institucional, ainda recebeu o bônus de assinatura do contrato de concessão, em ambos os casos, equivalente a centenas de milhões de reais.
Esse esclarecimento se fez necessário,a meu ver, para que as pessoas não fiquem com informações equivocadas a respeito dos fatos verdadeiros. 

Abraços....

Nicias Ribeiro

*Nicias Ribeiro é Secretario Extraordinário de Estado para Assuntos de Energia, faz o acompanhamento das obras de implantação do linhão do Marajó e do linhão Tucuruí – Manaus/Macapá.

terça-feira, 24 de junho de 2014

ESTADOS UNIDOS PÕE EM PRÁTICA PLANO ENCOBERTO PELA IMPRENSA PARA DESTRUIR IRAQUE E REDESENHAR ORIENTE MÉDIO






Mapa do Oriente Médio, alvo de plano maquiavélico da cobiça dos Americanos, dos Sionistas e dos corruptos Sheikes Sauditas.





Os EUA não cometem erro ou equívoco por agora ver o Iraque dividido em 3 e ameaçado pelas hordas taqfiris, ao contrário, para além do depto. de Estado dos EUA esse era o objetivo desde a Invasão do Iraque conectado a guerra a Síria aonde encontraram resistência, ao golpe no Egito, a morte de Khadafí.

 É o plano do "Novo Oriente Médio" decidido em salas fechadas pelo imperialismo aliado aos planos sionistas, é a "semente da Eretz Israel". E esse é apenas um dos planos de "remodelação global" levados a cabo por este "Eixo do Apocalipse" que ainda pretende "O Lago do Mediterrâneo", "A Grande Europa" e a fragmentação das grandes nações continentais que poderiam fazer frente a sua estratégia a começar por Rússia, China e Irã mais também chegando a Índia, Indonésia, Argentina e Brasil.

Isso não é disputa político-ideológica ou rivalidade entre potências é a imposição de um sistema genocida "de remodelar o mundo" e aqueles que a ele se opõe nem que seja por mera e simples sobrevivência.


(Da página da frente Brasileira em solidariedade à Síria https://www.facebook.com/solidariedadecomasiria?fref=ts )

O Artigo completo para quem quer saber, de fato e sem manipulações da imprensa-empresa ocidental, o que ocorre na guerra do Iraque, repare que tudo é muito bem orquestrado pelos EUA para que não apareça suas digitais no genocídio ao derredor do mundo com a único objetivo de manter sua agenda hegemônica global, impedindo a ascenção de outras nações.

Eis o artigo:

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Geopolítica: RÚSSIA É ALVO DE AÇÕES HOSTIS ORQUESTRADAS PELOS EUA E UE QUE PODEM RESULTAR EM GUERRA

O terrorismo sobre o Planeta Terra - administração estadunidense e comissão europeia - preparativos para 3ª guerra mundial.

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Por Saurius Botas*

Desde o golpe na Ucrânia em 22 de Fevereiro de 2014 e, em especial, na sequência dos desenvolvimentos na península da Crimeia, no Mar Negro, começou a correr uma campanha política nos meios de comunicação nos EUA, na NATO (mais conhecida no Brasil como OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte -  nota do Blogueiro) e nos países da EU, (União Européia) que acusa histericamente a Rússia e, em particular, o presidente russo, Vladimir Putin, duma política implacável pelo poder e de "roubar territórios" violando o direito internacional. A incorporação da Crimeia na Federação Russa foi classificada como "anexação em violação do direito internacional" por importantes governos da NATO.

Com esta campanha, pretende-se esconder o verdadeiro carácter da crise na Ucrânia com uma manobra anti-russa e estão a ser preparadas psicologicamente mais acções hostis contra a Federação Russa.

Primeiro que tudo, é espantoso que países, que até aqui têm violado continuadamente o direito internacional, incluindo o ataque à República Federal da Jugoslávia em 1999, a invasão do Afeganistão em 2001 e a do Iraque em 2003, o reconhecimento da soberania do Kosovo em 2008, adoptem tão obviamente um duplo padrão quando se trata de ajuizar das acções russas.

As mesmas pessoas que nos querem fazer crer que os interesses de segurança da Alemanha estão a ser defendidos no distante Afeganistão, negam à Rússia o direito de zelar pelos seus indiscutíveis direitos de segurança na sua vizinhança próxima. Mas é o que acontece, perante a flagrante diferença de que, na defesa dos interesses alemães no Afeganistão, um tal general Klein ordenou em tempos um massacre de mais de 100 civis, enquanto a adesão da Crimeia à Federação Russa ocorreu sem um único ato violento por parte da Rússia e em total acordo com uma grande maioria da população da Crimeia.

As mesmas pessoas que reconheceram o Kosovo com base numa declaração unilateral de independência pelo governo provincial, contra a vontade do legítimo governo central na Sérvia, negam à Federação Russa o direito de satisfazer a vontade de incorporação da população da Crimeia, um desejo expresso através de um referendo com um resultado que fala por si, numa altura em que não existe na Ucrânia um governo central legítimo.

Porque foram os EUA, a NATO (OTAN) e a UE que, na realidade, puseram uma parte da Ucrânia sob a sua influência, em violação do direito internacional e violando a constituição da Ucrânia.

Ninguém elegeu o intitulado "governo interino" em Kiev; foi ali colocado em substituição do anterior governo nacional através de meios ilegais e violentos. Logo a seguir, a UE concluiu a primeira parte dum acordo de associação com os líderes do golpe – um tratado em linha com o direito internacional que até inclui a "integração" da Ucrânia nas estruturas militares da UE. 

E é esse o caso, apesar de haver partes do país que ainda são controladas pelos anteriores órgãos legítimos do estado. Na realidade, isso significa que os países ocidentais referidos separaram basicamente o oeste da Ucrânia do resto do país. São eles que, na verdade, "criaram fatos" – uma acusação que incessantemente atiram contra a Rússia.

A partir da adesão pacífica da Crimeia à Federação Russa, o conflito na Ucrânia assumiu uma forma violenta. Outras partes do país, em que há uma maioria de habitantes de língua russa têm continuado a sua resistência contra o regime golpista de Kiev. O regime chama "terroristas" aos combatentes da resistência; os meios de comunicação*, leais à NATO, e no mesmo comprimento de onda, chamam-lhes "separatistas pró-russos". Os dois termos viram a situação básica na Ucrânia de pernas para o ar – conforme a propaganda contra a adesão da Crimeia à Rússia já tinha feito: os atuais dirigentes em Kiev subiram ao poder usando o terrorismo e foram os líderes golpistas que criaram um estado separado no oeste da Ucrânia porque, desde o início, apenas conseguiram assumir o controlo da parte ocidental da Ucrânia.

*No Brasil, o Jornal Nacional da rede Globo, ainda o telejornal de maior audiência do país, reproduz a versão americana do conflito na Ucrânia, em claro alinhamento com a farsa das mídias estadunidenses, da qual é ligada.

Seja qual for a crise que continue a desenvolver-se na Ucrânia, deve dizer-se que foi provocada pelas políticas dos EUA e dos seus aliados na NATO (OTAN) e na UE e continua a intensificar-se. Com a Ucrânia, é mais um país que se abre aos grandes bancos e grupos de empresas que operam globalmente e que se esforçam por submeter a riqueza de todo o mundo ao seu sistema monopolista de tributo. A "ordem mundial" supranacional que a NATO e a UE estão a tentar é a supremacia global de uma meia dúzia de pessoas super-ricas no mundo ocidental e noutros países.

A crise mundial contém a hipótese de mudanças revolucionárias para um desenvolvimento contínuo para uma sociedade socialista* mas, simultaneamente, um perigo real: que uma destruição militar maciça da capacidade de produção e da população "excedentária" possa aparecer às potências imperialistas como a única "saída" se quiserem manter a sua "ordem mundial".

*Alguns pensadores, como o geopolítico russo Dugin, afirmam que a atual crise está colocando em prática um novo modelo, que ele chama de a 'quarta teoria política', (pesquisar na net, vale a pena, para saber mais a respeito)  que não tem a ver com o socialismo. 

A série de intervenções e agressões desencadeada ao abrigo desta estratégia é dirigida contra os países que aparecem nesta constelação, quer como "rivais" (Rússia, China, Índia, Brasil, etc.) e/ou "perturbadores" (Jugoslávia, Coreia do Norte, Síria, Irão, Cuba, Venezuela, etc.). Este novo cenário que pode levar a outra guerra mundial é a expressão das metamorfoses do imperialismo. O capitalismo monopolista do século passado evoluiu, passando pela fase de capitalismo monopolista de estado e para o actual capitalismo monopolista transnacional.

Uma terceira guerra mundial só pode ser evitada do lado da Rússia. Só solidariamente com a Rússia é que o movimento pela paz, pode tornar-se num factor a ser levado a sério.

Portugal ainda faz parte deste Planeta . . .

*Saurius Botas é português é discorre sobre Geopolítica com brilhantismo.